Sunday, 23 March 2014

That first day

Ultimamente ando nostalgica (talvez por estar naquele periodo da mulher mais fragil) e hoje consegui recordar aqueles pequenos momentos com a familia antes de viajar de aviao sozinha e chegar a Inglaterra.
O meu voo era salvo erro 'as 'as 21h15 a minha mae e a minha mana foram os unicos membros a acompanhar-me ao aeroporto uma vez que o meu pai nunca aceitem bem a minha decisao/ partida. O namorado da mana e a melhor amiga tambem fizeram questao de me acompanhar. Ficamos cerca de meia hora a comer qualquer coisa e a matar as saudades que ja comecavam a apertar enquanto a hora passava. Entretanto o momento chegou e estava na hora de nos despedirmos. Foi a parte mais dificil. Lagrimas derramavam por todos os lados e eu claro nao consegui ser excepcao, ate' que a minha mae aproveita mais uma vez e pede-me com todas as forcas para nao ir. Custou-me muito, mas tive de negar... a verdade e' que precisava disto, queria isto, queria.... viver a minha vida. A espera pelo o aviao foi o que mais me custou... odeio esperar. Quem me conhece sabe que sou muito impaciente nesse aspecto. Por outro lado agora que vivo ca', quando vou a casa tenho de ser flexivel e estar apta aos horarios que me sao oferecidos. Por vezes sao horas de longa espera ate' conseguir apanhar um voo ou comboio ou autocarro. A mais longa viagem que tive ate' hoje foi de Inglaterra a Portugal e para ter precos acessiveis tive uma viagem de 17h , autocarro, aviao, autocarro, comboio. Enfim! Retomando ao dia especial. O aviao chegou, nao havia forma de voltar atras... e pela primeira vez ia viajar sozinha no aviao. Confesso que me senti sozinha. Nao ha' outra palavra para descrever melhor. A verdade e' que nao fiquei "sozinha" por muito mais tempo e quando dei por ela ja conheci tanta gente do aviao so' a dar 'a lingua. Nesse aspecto tive sorte nas pessoas que conheci e no voo ao qual tive direito. Quando o aviao aterrou em Inglaterra a realidade bateu bem ca' dentro e percebi que era tarde demais voltar atras mesmo que quisesse. A pessoa que me foi buscar foi o menino, Marian. Aquele homem (que mais parecia a "bad boy") vestido de cabedal, sozinho e com um bonito ramo de flores na mao. Deu-me este abraco super apertado e eu nervosa como estava so falava, e falava e falava. Momentos que nunca vou conseguir esquecer. A primeira conversa por skype com a mama e a mana foi nessa mesma noite, as minhas pequenas so' sabiam chorar :)... disse para mim mesma que o melhor era saberem que cheguei bem, ir dormir e deixa-las acalmar as ideias. No dia a seguir, numa outra conversa o meu pai ja me falava com uma certa saudade, e a familia ja estava mais fresca. Convem lembrar que a maioria das pessoas nao sabia que vinha embora e aquelas que sabiam nao apoiavam. Surpresa das surpresa. Uma vez ca' toda a gente sente orgulho. Mas era isso que nao queria, uma forma de me impedirem de fazer aquilo que mais queria. Pelo que os segredos fizeram parte de todo o processo. Sinto falta da mama. Aquela menina mimada que so' sente saudades minha a toda a hora. Imagino as horas que passa sozinha em casa a chorar porque nao estou la para a ouvir como tantas vezes fazia. Sinto saudades dela, especialmente quando mais preciso. Mas o que esta' feito esta' feito e a verdade e' que nao me arrependo de nada, mas a saudade aperta. Ponto.

4 comments:

  1. Eu já quis emigrar, com todas as minhas forças. O marido (com quem estou desde os 16 anos) não me deixou porque sabia que as saudades não me iam deixar aguentar. Ao ler o teu relato pensei mais uma vez que ele tem razão e não posso deixar de admirar quem como tu tem coragem de arriscar, tem ambição. Parabéns e força.

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    1. Obrigada minha querida :) Nao imaginas como 'as vezes e' dificil. Estando longe de tudo e de tudos que um dia foi a nossa vida. Mas por outro lado gosto desta independencia, desta capacidade de viver e consegui adaptar-me a um novo mundo. Mas nao hajam ilusoes. Custa. Especialmente nos momentos mais dificeis. Beijinho xx

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  2. Um retrato muito actual do que se passa no nosso país, uns por umas razões outras por outras.
    beijinho e abraço. :))))

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    1. Acredito. Eu foi realmente por opcao, mas acredito que muitos estejam a sofrer porque infelizmente assim tem de ser. Beijinho grande xx

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