Sunday, 18 September 2016

O peso das decisões

Há quatro anos atrás nunca me passou pela cabeça que fosse tão difícil mudar uma rotina. Não. Nunca me passou pela cabeça que fosse de todo assim tão difícil. No início, senti alívio e liberdade. Afinal de contas pela primeira vez decidi tomar conta da minha própria vida. Completamente independente de qualquer tipo de ajuda. Era um passarinho livre. No entanto há medida que os dias, os meses, os anos foram passando, tem-se tornado cada vez mais difícil cooperar e manter-me fiel à minha decisão. Embora não tencione mudar de ideias, é-me muito difícil aceitar certas situações.
Muita coisa aconteceu e tem acontecido desde a minha vinda para cá. Embora as notícias boas não sejam fáceis de transmitir sem qualquer tipo de celebração, as más notícias são as que me deitam completamente abaixo. Nesses momentos mais complicados sinto-me completemente inútil e impotente por estar tão longe. Quero com todas as minhas forças e com toda a minha vontade estar lá com e para a minha família e os meus amigos e no entanto cá estou tão longe de tudo e de todos. Sem puder reagir. Sem puder ajudar. Sem puder estar lá.
Hoje o meu avô (o mais chegado a nós e que sempre passou grandes momentos da nossa vida junto de nós) partiu. Esta noite mais uma estrela se irá formar no céu. Mais um anjo para me proteger nesta corrida à qual eu chamo de Vida.
Embora não me apeteça falar no assunto, quero insistir e fazer ver que apesar de ter sido minha a decisão e voluntária de vir viver para outro país não quer dizer de todo que tenha sido uma decisão fácil, muito pelo contrário, é e tem-se provado uma decisão extremamente difícil. Só gostava de puder estar perto daqueles que amo num momento tão triste como este.

Sunday, 11 September 2016

Mais problemas


Quando pensavas que ja' nada precisava arranjo e tudo estava ordem, mais problemas bombasticos veem 'a tona. Ha' ja' algum tempo que o meu sistema de drenagem do chuveiro esta' constantemente a entupir. E porque? Porque claramente este chuveiro nunca foi limpo! Num espaco de segundos se nao fechasse a torneira bem que teria um rio de agua no meu estudio! Desse modo, ja' demonstrei o meu descontentamento para com a Agencia que lida com estes assuntos em nome do senhorio. Como se nao bastasse como da' para perceber pelas fotografias, nao sei como e' que isto passa qualquer teste de seguranca, mas pelos vistos passou. O suporte da lampada como veem esta quebrado e queimado, de acordo com a lei em Inglaterra isto nao e' seguro de usar e no entanto ca estamos diante deste problema. Na passada sexta feira la vieram reparar estes problemas, nao sei se por tempo determinado mas com certeza mais problemas vao voltar a aparecer. Ja la vao dois meses e os problemas nao param. Quando cheguei a casa deparei-me com a falta de maneiras e de respeito para com as pessoas que vieram arranjar estes problemas. O meu balde de lixo estava completamente aberto expondo claro esta o cheiro do lixo pelo estudio todo. Como se nao bastasse pelos vistos fizeram uso das minhas toalhas para limparem as maos. Nao seria um aborrecimento se deixassem as coisas em order, e e' so' isso que peco. Um pouco de respeito e boas maneiras, nunca fez mal a ninguem. E sempre ouvi dizer que se encontras algo que nao te pertenco deves deixa-lo do mesmo jeito que encontraste. E isso raramente acontece comigo sempre alguem aparece no apartamento. A verdade e' que me sinto desmotivada e farta deste comportamento por parte da Agencia e do Senhorio. Nao ha qualquer tipo de respeito. Estou para ver o que se segue.

Sunday, 21 August 2016

La' e ca'

Nem sei por onde comecar, tanto tem acontecido nos ultimos meses. O meu desaparecimento deve-se ao facto de nao saber para onde me virar. De me sentir perdida e desmotivada. Em Abril foi-me dito que o meu ultimo dia com a Heineken seria no dia 15 de Julho de 2016. A verdade e' que nao queria usar as minhas ferias para depois voltar e tentar organizar o trabalho que os outros nao fizeram e como isso so iria trazer dores de cabeca, optei por usar os meus ultimos dias com a Heineken em ferias. Ferias que tirei para ir visitar os meus em Portugal. Entao la' fui dia 2 de Julho a 16 de Julho la fui eu para o calor abrasador de Portugal e o carinho e companhia da familia. Mas ate' entao nao descansei. Noite e dia tentei sempre procurar por um outro emprego uma vez que o desemprego encontrasse mais proximo e mais real. Antes de ir de ferias tive varias entrevistas ca em Leeds, mas tambem quando estive em Portugal tive entrevistas e reunioes marcadas por telefone. Foram tanto dias de relaxamento como de stress e nervosismo. Mas enquanto durou tive a oportunidade de matar saudades com tudo e com todos. Tentei passar a maior parte do tempo fora de casa para nao pensar muito num futuro inevitavel.


Passei os meus dias com familia e amigos no Porto, no Rio Douro, em Santo Tirso no Monte de Nossa Senhora da Assuncao, na Maia, em Vila de Conde, visitamos a Torre dos Clerigos e fomos tambem 'a Capela do Senhor da Pedra. Foram todos eles dias muito bem passados. Mas uma vez chegado ao fim a realidade volta a bater 'a porta e infelizmente sendo como sou, nao ha como nao entrar em stress.
No dia 1 de Julho ja tive acesso ao meu apartamento/ estudio, mas nao foi ate' ao dia 23 de Julho que me mudei para la. Isto porque a minha prioridade acima de tudo era conseguir emprego. Depois de dias dedicados a isso mesmo la arranjei um trabalhinho a meia hora de casa e foi sem duvida o que me deu maior alegria. A partir dai achei que as coisas so tendiam a melhorar. Mas infelizmente quando me mudei para o estudio foi quando tudo comecou a dar para o torto. Desde que la estou que ja tive de mencionar e exigir reparo de nao sei quantos problemas, e a verdade e' que cheguei mesmo a desistir de tentar uma vez que o meu contracto e' de apenas 7 meses. Sim, eu sei. E' muito pouco tempo, mas e' o necessario para entender no que vai dar e perceber o que e' o melhor. Durante as primeiras semanas foi uma dor de cabeca pois o senhorio/ Agencia que age em funcao de, nao foram das pessoas mais flexiveis, muito pelo contrario. Foram precisas semanas de constante reclamacao e demonstracao de descontentamento. Como disse, no inicio deixei-me afectar e senti-me perdida sim. Mas depois de algumas coisas ja reparadas e conquistadas confesso que devo ter atingido o patamar de serinidade. Ou assim espero.


Para alem de todas as preocupacoes, nao me posso queixar. Felizmente a vida corre-me bem, mas confesso que foram dias de lagrimas e desespero. Entretanto as coisas no trabalho correm bem, em casa correm bem e bem para ja nao preciso de mais nada.

Sunday, 19 June 2016

Desaparecida

A verdade é que mais uma vez me encontro desaparecida deste canto meu. Ando mais desaparecida do que aquilo que desejava, mas a verdade é que as preocupações são neste momento mais que muitas e resolveram actuar todas ao mesmo tempo, como se de um espectáculo se tratasse. O fim do contracto com a Heineken está mais próximo de que nunca. O dia 30 de Junho será o meu último dia nesta empresa (com o qual tanto aprendi, e nesse sentido estou para sempre grata), pois tenciono tirar os meus 11 dias de férias para passá-los com a minha família em Portugal (enquanto posso e me é permitido). O contracto na verdade acaba oficialmente no dia 15 de Julho e até esse dia receberei aquilo a que tenho direito e que me está em falta. Como se não bastasse no dia 1 de Julho mudo-me para um novo espaço. Um espaço só meu e do qual já assinei contracto para garanti-lo meu até ao próximo mês de Janeiro 2017. Como se não bastasse o seguro do carro renova agora no dia 21 de Junho e como se não bastasse os resultados da NIP já chegaram também. E não foram notícias famosas mas previsíveis, o que implica uma mudança na oferta do seguro do carro. Isto é, mais custos do que aqueles previstos. Enquanto tudo isto acontece, o dinheiro continua a fugir-me por entre os dedos e não há forma de me garantir um emprego antes de ir a Portugal. Confesso que ando a ficar stressada e ando a entrar em pânico com tudo isto e estou mais perto de arrancar os meus cabelos do que outra coisa qualquer coisa neste momento. MAS, é tentar manter a calma. Ver as coisas pelo lado positivo e tentar arranjar força onde ela não existe. Pois sejamos honestos, pois não sou hipócrita e eu também sei comparar-me a casos piores e reconhecer que realmente estou numa situação onde se justifica uma volta de 180º graus considerável e que tudo pode mudar. Há que acima de tudo manter o positivismo e a esperança lá no alto. Até lá, até a situação estar minimimante estável por estes lados, é capaz de acontecer o seguinte: das duas umas não me verem tão frequentemente por estas bandas, ou verem-me constantemente a queixar-me. E a esse nível não quero eu descer, pelo que sou capaz mesmo de me recatar por uns tempitos até a coisa mudar de figura. Coisa pouca, espero.

Saturday, 4 June 2016

Com os erros aprendemos

Aprendemos a ter o cuidado de não julgar o outro e aprendemos a não voltar a cometer o mesmo erro. Há coisa de duas semanas recebi um NIP (Notice of Intended Prosecution) no correio e tive vergonha de vir aqui partilhar com vocês este terrível erro cometido por mim e do qual não me orgulho nada. Quando recebi a carta senti-me tão nervosa que não sabia o que fazer. Um NIP é basicamente uma carta da Polícia a exigir dados de um condutor de um carro que excedeu o limite de velocidade numa determinada área e foi apanhado em câmera de laser. A condutora desse carro fui eu e sim fui apanha a exceder o limite de velocidade de um determinada zona. Não vou mencionar valores pois acho que não têm qualquer importância e nem me orgulho de tal erro, pelo que não vejo necessidade de o mencionar. Nesse mesmo dia, preenchi todos os meus dados que a carta exigia e no espaço de minutos foi entregar a carta aos correios. Preocupações destas são coisas que não tenciono manter nas minhas mãos por muito tempo, pelo que tive necessidade de me desfazer delas com a máxima urgência! Assim que cheguei a casa li tudo a respeito de violações deste caso, exemplos semelhantes cometidos por outros condutores, consequências, limites de velocidade, li tudinho a respeito deste assunto. E apesar de tudo espero que me ofereçam a oportunidade de participar num curso de consciência do excesso de velocidade. Apesar de ser um curso caro, é algo que me irá evitar pontos na carta de condução e irá de certa forma elucidar-me. E digo "de certa forma" pois a verdade é que já estou consciente o suficiente do erro que cometi. Com isto aprendi a não julgar os condutores que me rodeiam. Antes de receber a carta tinha tendência a "colar-me" ao carro da frente e na verdade a revoltar-me por o condutor da frente ir tão devagar. Com esta carta aprendi a reduzir a velocidade e a sentir-me talvez na posição daqueles condutores que se sentiam mal quando eu me "colava" à traseira deles. Isto porque hoje sou eu o condutor "lento" (mas que respeita os limites de velocidade) e a ter o cola atrás de mim (a exceder os limites de velocidade). E sabem o que aprendi? A não julgar e a saber lidar com essa pressão. E parecendo que não tenho notado que a minha condução tem sido menos agressiva e até a minha atitude como condutora é mais calma. Como se não bastasse aprendi também que para além de não julgar os outros, está em primeiro que tudo a segurança de todos na estrada e como tal há que respeitar os limites de velocidade. Eles estão lá por um motivo óbvio, a nossa segurança. A dos condutores e a dos peões. Pelo que sim, sinto um enorme embaraço em partilhar este pequeno episódio da minha vida com vocês, mas também sinto que as pessoas precisam deste pequeno alerta pois parecendo que não ainda há muito condutor ingênuo nas estradas e que anda com o "rei na barriga" como se costuma dizer (tal como eu). É preciso ter-se consciência de que tudo acontece a seu tempo.

Saturday, 28 May 2016

...É a nossa atitude que demonstra maturidade

Gostei de ler estas palavras em resposta ao meu comentário no blog da Estudante Amarelo. Foram palavras com sentido e que de certa maneira bateram forte cá dentro. Ao ler este artigo publicado pela Estudante a única coisa em que pensei (de forma egoísta) foi em mim e como me sinto inferior na forma como me tratam na Empresa (equipa) onde trabalho por ser a mais nova. Respondendo a esse mesmo artigo da seguinte forma "Considero que isso nem sempre é bom. Tenho cara de menina, sempre tive. E com 25 anos ainda há gente a nivel profissional que nao me consegue levar a sério. Na verdade chegam-me a tratar como uma criança. E isso parecendo que nao afecta, pois a forma como nos vestimos ou parecemos nao devia nunca influenciar aquilo que fazemos pela empresa, aquilo que fazemos pelo nosso trabalho. Mas compreendo o teu ponto de vista." e esta foi a resposta que recebi da Estudante "sim, talvez nem sempre seja bom ;) e claro que a aparência não deveria influenciar a forma como nos tratam. Mas, na vigência dessa possibilidade, é a nossa atitude que demonstra maturidade :)". E gostei realmente de ler estas palavras, de perceber o sentido destas palavras e como em certa medida a forma como me sinto poderá estar errada. E senti que ainda com 25 anos talvez seja isso mesmo que me falte, maturidade. Pois a minha atitude talvez não seja das mais adultas quando desafiada ou posta em causa, mas a verdade é que nunca disse que o era. E talvez seja aí que esteja o erro. Nao o facto de me sentir inferiorizada e talvez não ser levada a sério, mas o facto de não saber lidar com essa injustiça. Ao invés deixou-me afectar de tal maneira que perco qualquer direito de ter razão e de me senti inferior. Mais uma lição a aprender. Se há coisa que estou sempre a dizer, é que todos os dias aprendo uma coisa nova.

House - série televisiva


Não é a primeira vez que vejo e revejo a série House e continuo sem me cansar de ver esta série. É de forma geral elucidativa e viciante. House obviamente é o personagem principal desta série e basicamente a série gira em volta de casos raros onde o objectivo de House e da sua equipa é determinar o tão raro diagnóstico que vai concluir o caso de cada episódio. A série no geral proporciona vários altos e baixos de emoções em mim. Tanto dá para chorar como para rir e é isto que basicamente me prende à série, não é de maneira nenhuma aborrecida e acaba também por ser interessante. Mas hoje resolvi apenas partilhar a minha opinião em relação ao episódio treze da sexta temporada (5-9) de House, onde o episódio é praticamente um desenrolar de uma rotina diária da vida de Lisa Cuddy, mais uma das personagens que tanto admiro nesta série. Neste episódio em particular não há grande demonstração da descoberta de um raro diagnóstico mas ao invés a vida atribulada de uma Administradora Geral de um Hospital e no desenrolar deste episódio percebemos que por detrás de uma máscara poderosa e inflexível está um ser humano com sentimentos. Neste episódio testemunhamos a vida stressante de uma pessoa do qual todos dependem e que no fundo não se pode permitir erros. Cuddy desde que decidiu adoptar Rachel não se permitia falhas como mãe e como tal é uma mãe dedicada a Rachel a 100%, fora quando a responsabilidade do trabalho chama. Como se não bastasse sendo a Administradora Geral de um Hospital bem prestigiado tem a responsabilidade de tomar decisões tanto mesquinhas como importantes. Como se ser mãe e ser responsável por um Hospital de grande importância não fosse suficiente ainda tem de lidar com o melodrama da sua vida amorosa com Lucas (e possivelmente House), conflitos sentimentais. Assim sendo como grande fã de Cuddy comecei a perceber o desenrolar do episódio e como a responsabilidade de se ser Cuddy nem sempre é fácil. De forma geral tentei transpor o irreal da televisão para o real da nossa vida como a conhecemos. A vida no geral não é de todo fácil, mas pondo os olhos em personagens como Cuddy, personagens que têm a sua cota parte de real fez-me (faz-me) pensar que a minha vida não é de todo complicada. Muito pelo contrário. E no entanto porque sinto eu que às vezes tudo é uma constante pressão? Um peso nas minhas costas? Se Cuddy, como mãe, mulher bem sucedida a nível professional e companheira fiel consegue ganhar este debate diário entre ela, porque não tento eu também? Pois no fundo a força de vontade tem de partir de nós de sermos bem sucedidos e felizes. Este episódio é sem dúvida um abrir de olhos (espero que definitivo) para me tornar numa pessoa melhor, numa pessoa mais confiante e mais feliz. Admiro pessoas que em semelhança à Cuddy lutam por um dia melhor, um dia com um sorriso nos lábios e altas expectativas. Quero ser assim, apesar dos baixos que enfretamos diariamente poder ter a determinação de me manter lá no topo.

Thursday, 26 May 2016

Ha' dias que me fazem uma certa confusao

(Peco desde ja' desculpa pelos erros, mas neste momento so' tenho acesso a teclado Ingles - o que sinceramente me tira do serio, pois bem adoro o meu teclado Portugues)

Tenho a necessidade de desabafar isto com alguem e visto que neste momento nao tenho ninguem que esteja disponivel a ouvir-me, ha que fazer uso do meu espaco pessoal. Nao compreendo que mania e' esta de as pessoas se sentirem ameacadas por uma coisinha minima. Recentemente no trabalho, as posicoes/ cargos de determinadas pessoas na minha equipa mudaram. Tres de quarto pessoas. A pessoa que estava a subsituir (a T.) vai ser removida do seu projecto para ser substituida pela J. e assim voltar a fazer o seu trabalho que tanto adora (deixando-me sem trabalho). Por sua vez, alguem tem de substituir a J. e esse alguem serei eu (o que implica aprender tudo de novo para uma regiao completamente diferente, durante um mes apenas - pois no dia 1 de Julho vou deixar este trabalho, nao por vontade propria). Se queria isto? Nao. Nao queria nada disto, pois so me vai baralhar mais as ideias e para que. A J. na minha opiniao, pode nao ser a pessoa mais conflituosa de todo, mas aquela mulher e' uma desorganizacao em figura de gente e o que me chateia ainda mais e' nao ter a minima preocupacao em organizar as suas coisas (documentos) de forma a ter tudo pronto para substitui-la. Entao acontece o sucedido, ontem estive a navegar nos documentos dela (uma pagina do excel que mantemos actualizada com os nossos projectos de cada area e dado de cada regiao), ate' porque todas nos temos acesso 'a tal pagina (sem excepcao) e como tal nao vi mal nenhum em modificar seja o que for de modo a fazer o meu trabalho. Nao mudei nada que ja' estivesse no documento, simplesmente adicionei trabalhos/ projectos que desenvolvemos diariamente. E' um trabalho de rotina diaria e toda a gente o faz. Nao e' que hoje a T. que pode nao ser perfeita mas e' a pessoa mais chegada a mim, me contou que a J. pelos vistos nao gostou nada que mexe-se nos documentos dela. Infelizmente o que me incomoda ainda mais e' o facto de me ter culpado a mim de qualquer mudanca feita nos seus documentos quando todos os membros de equipa teem acesso a esses mesmos documentos. E e' neste sentido que tudo isto me incomoda um bocadinho. Compreendo que esteja revoltada e que nao aceite o facto de alguem vir substitui-la do nada (tivemos uma semana para nos adaptarmos ha' nova posicao), mas dai a comecar com rancores e humores e' que nao aceito. Nao acho justo para comigo. Pois nao fui eu que escolhi isto, e ela teve a opcao de dizer que nao. Se nao o disse, nao tem agora que me vir culpar a mim dessa responsabilidade. Enfim, isto para dizer que no fundo acho que as vezes ha' demasiado drama neste escritorio sem necessidade nenhuma. Especialmente depois de tanto tentar manter e trabalhar na minha personalidade para que as coisas se tornem mais amigaveis e tolerantes. Ando cansada disto tudo e a verdade e' que nao vejo a hora de por isto tudo para tras das minhas costas e seguir em frente, para uma nova experiencia, uma nova vida... Preciso de respirar ar novo.

Sunday, 22 May 2016

O ciúme

Não é a primeira vez que me deixo levar por este sentimento e que no fundo me engana e me leva a agir quando devia estar quieta. Apesar de sentir que ando a crescer a nível de segurança e auto-estima, o ciúme ainda é uma grande falha na minha personalidade. Não crio cenas do nada, muito menos em público. Os ataques de ciúme aparecem especialmente quando me apercebo que o parceiro tem gosto em sentir-se desejado. O que sinceramente não o culpo na totalidade. Afinal de contas quem não gosta de se sentir desejado? Não sou hipócrita e embora desconheça qualquer tipo de interesse em mim, é possível que exista sim da mesma forma que existe nele. Seja como for apesar dos esforços para manter o ciúme de lado a minha expressão facial denuncia-me sempre. Certa vez um professor disse mesmo, a minha expressão facial é como um livro aberto. Só não percebe quem não quer. E infelizmente a maioria dos desentendimentos devem-se por eu não conseguir esconder o ciúme. E como tal tenho lido bastantes artigos para poder evitar ser este tipo de pessoa, pois só me estou a magoar a mim mesma e à pessoa que amo. Mas acima de tudo estou a causar dano na relação. Está certo que o meu ciúme não é tão grave quando comparando com outras pessoas, mas ainda está lá e eu não gosto. Não gosto de saber que existe esta fraqueza em mim, esta dependência. Pelo que vou trabalhar nos seguintes passos propostos pela seguinte fonte de crédito.

Neste artigo específico o escritor é da opinião que o sentimento é mais comum do que as pessoas julgam, porém este sentimento não é de todo mais forte do que a nossa força de vontade. Sugere até que controlar o ciúme é mais fácil do que julgamos. Não duvido, mas tem sido uma tarefa um tanto ou quanto complicada. Embora como já referi anteriormente sem dúvida não me considero o pior dos casos. Muito pelo contrário tenho lutado muito para não me deixar levar por este sentimento e tenho conquistado bastante com isto, infelizmente a minha expressão facial é no qual ainda tenho muito de trabalhar.

Passos a concordar/ trabalhar:-  

1) Aprenda com o passado. Fazemos e reconhecemos os erros do passado para não voltar a cometê-los, nem no presente, nem no futuro, por isso, se o facto de ser ciumento já vem de trás, está na altura de o travar. Se os ciúmes já prejudicaram uma ex relação, corre o risco disso voltar a acontecer. Será que esses ataques de ciúmes não estarão na base de uma vida amorosa atribulada? Ninguém quer viver uma relação assim, até porque não resolve nada, antes pelo contrário.

Minha opinião – Não concordo que os ataques de ciúme estão na base de uma relação atribulada, muito pelo contrário sou da opinião que o ciúme é criado com origem na nossa própria insegurança e enquanto não trabalharmos nela, vamos culpar sempre o outro. Uma forma de prevenir isto é assumir a responsabilidade dos nossos erros. Algo no qual tenho aprendido claro está com os erros do meu passado (do nosso passado).

2) Evite fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deturpar a realidade, ou seja, um pequeno gesto ou palavra é o suficiente para despertar os ciúmes mais loucos o que, por sua vez, desencadeia um verdadeiro “filme” na sua cabeça. É importante não deixar que a sua imaginação fomente os ciúmes de uma coisa que pode nem ser real. As pessoas mais ciumentas precisam de aprender a distinguir a realidade da ficção, simplesmente porque nem tudo o que parece é.

Minha opinião – Esta foi sem dúvida (e ainda é) um dos passos mais complicados de dominar. Embora é com grande orgulho que afirmo é possível. Durante o primeiro ano da nossa relação tudo era motivo para me sentir a explodir e por consequência discutir. Mas isso acaba quando nos apercebemos que cada um tem direito à sua privacidade. Sempre foi e sou da opinião que um casal é constituído por 3 elementos. Ele, Ela e o Casal. Para isso é preciso distinguir o espaço e o tempo que a relação investe entre os dois bem como individualmente. E é preciso entender que se eu mereço e tenho esse espaço, porque haveria de ser diferente com ele?!

3) Não exagere. Rodado o “filme”, os mais ciumentos têm a tendência de passar para a ação – discussões, acusações, vitimizações, agressões verbais e até físicas podem fazer parte de um ataque de ciúmes. Se deve pensar sempre duas vezes antes de reagir a qualquer provocação, no caso dos ciúmes, pense três. Será que vale realmente a pena?

Minha opinião – Não, não vale a pena. E este é mais um dos pontos no qual tenho de trabalhar com maior empenho. Pois ainda caio na asneira de responder. Não vale de todo a pena sentir-me mal ou sentir ciúme para com as pessoas com quem ele fala/ lida. E sabem porquê? Porque não faz diferença nenhuma, quer na relação quer no comportamento de cada um. A única diferença é que saímos os dois magoados e isso é algo que decididamente não está nos meus objectivos de uma relação feliz. 

4) Segunda opinião. Nem todas as pessoas sabem lidar bem com os ciúmes, até porque essa é uma emoção que faz parte da natureza humana. Se é o seu caso, e em vez de fazer cenas lamentáveis – e sobre as quais se vai arrepender mais tarde – procure um amigo(a) para desabafar as suas inseguranças e preocupações. É sempre bom ter a opinião de uma pessoa neutra, por isso, convide esse amigo(a) para sair convosco e peça-lhe para observar os vossos comportamentos e dizer da sua justiça: há ou não motivos para ciúmes? Lidou bem ou mal com a situação?

Minha opinião – Não sei até que ponto um amigo iria ajudar no meu caso, até porque os meus amigos estão em Portugal e os amigos dele estão, pelo que queiramos ou não admitir um amigo aqui estaria sempre em favor dele. E talvez até com razão. Mas simplesmente não consigo antever como é que um amigo nesta situação traria algum bem.

5) Respeito próprio. Quem sofre insistentemente com ciúmes tende a sentir-se com baixa auto estima e autoconfiança porque, ao sentir-se ameaçado com a possível perda do companheiro(a), culpa-se a si e desencadeia uma série de ataques pessoais: ou porque é muito gordo, magro, pouco interessante ou inteligente… Esse tipo de negatividade é uma chama para manter o espírito ciumento a arder, por isso, é necessário respeitar-se e fazer-se respeitar. Alguém que está extremamente seguro de si, não se sentirá ameaçado por o que quer que seja. Faça o que tiver de fazer para sentir-se sempre bem na sua pele.

Minha opinião – Concordo. Embora saiba admitir que neste momento ainda tenho muito trabalho a fazer em mim própria para que pare de assumir a culpa por algo que vá dar errado. Sim, a minha auto estima ainda é algo no qual tenho de trabalhar profundamente. E sem dúvida que uma auto estima elevada é meio caminho andado para uma relação bem sucedida.

6) Conversas a dois. A confiança e a comunicação representam o pilar de qualquer relação a dois e quando o primeiro é posto em causa, é preciso recorrer ao segundo, rapidamente. Em vez de fazer uma cena de ciúmes em frente aos amigos ou estragar aquela que estava a ser uma noite perfeita de regresso a casa no carro, respire fundo, analise a situação friamente e só depois (talvez até não seja má ideia dormir sobre o assunto) é que deve conversar com o seu companheiro(a). Sim, conversar e não confrontar ou gritar. Fale abertamente sobre aquilo que o incomodou e de como se sentiu. Certamente perceberá que afinal não foi nada e que não volta a acontecer ou melhor, a incomodá-lo.

Minha opinião – Sem dúvida algo no qual ainda tenho de trabalhar. Embora como já tenha referido antes não sou pessoa de criar cena de ciúmes em frente a todo o Mundo. Mas não sou pessoa de pensar com clareza quando tenho ataques de ciúmes. Aliás não descanso enquanto não passo a mensagem clara de que a culpa não é minha, quando todos sabemos que o é. Algo no qual tenho de trabalhar e talvez dormir sobre o assunto seja mesmo a solução. Mas é tão complicado para mim quando algo acontece, dormir sobre o assunto não dá resultado para mim, mas lá terei de forçar isto em mim. Prefiro isso a passar pelo rídiculo. 

7) Dê atenção à relação. Quem está obcecado em seguir cada passo e palavra do seu parceiro(a) dificilmente terá tempo ou paciência para se dedicar à relação em si. Mas afinal o objectivo de estarmos com outra pessoa não é para viver e sentir uma proximidade saudável e apaixonante? Para nos conhecermos cada vez melhor, para nos apoiarmos e fazer planos para o futuro? Para nos divertirmos? Então porque é que está a perder o seu precioso tempo a dois com ciúmes infundamentados? Se se dedicar tanto ao fortalecimento da relação como dedica aos ciúmes, essa palavra deixará de fazer parte do seu vocabulário.

Minha opinião – Concordo. Se dedicasse mais deste tempo preciso a valorizar a outra pessoa talvez o ciúme não existisse de todo. Ao invés estou mais preocupada a acusá-lo da mais irrelevante actividade. Não é que não dê atenção à relação de todo. Mas que não dou a 100%, lá nisso concordo. Mais um ponto no qual tenho de trabalhar.

Thursday, 19 May 2016

Hoje é um daqueles dias

Começou por ser um dia bastante ocupado e por mim tudo bem. O que gosto é disto mesmo, responsabilidade, ocupação, trabalho e quanto mais ocupado o dia for tanto melhor para mim. O trabalho estava a correr muito bem mas por qualquer motivo sentia que a inspiração não estava presente, mal eu sabia o que me esperava. Os dramas lá do trabalho tendem a acontecer cinco minutos antes da minha hora de ir embora. Mas eu começo pelo o início que é para entenderem melhor a minha vontade de chorar, gritar, bater em alguém. O meu estado nervoso está, ou melhor dizendo já esteve no pico. Mas depois de ouvir a voz da sabedoria (do senhor mais que tudo) concordei que de facto o que for que tenha acontecido hoje não tem a menor importância e só tenho é de manter a cabeça erguida e seguir em frente. O que acontece é que no dia anterior - eu, a G. e a J. estavamos a ter uma discussão de trabalho entre colegas. Uma discussão perfeitamente normal que tanto nós como outras equipas poderiam ter tido. E de facto, porque não nos estavamos a entender em termos de entender o ponto de vista uma da outra, as vozes eleveram-se um bocadinho, mas é simplesmente porque a nossa personalidade é mesmo assim. Falo por mim quando não entendo algo o tom da minha voz altera-se pois o desespero é tal para entender algo que não estou a entender. Não elevamos a voz por estarmos chateadas, nada disso. Na verdade longe disso. Já foi tempos em que tivemos as nossas discordâncias e sim, os nossos desentendimentos, mas ontem decididamente não foi o caso. E a verdade é que desde Dezembro do ano passado que temos tentado ser superiores a isso  (à nossa personalidade isto é) e a respeitar-nos. E foi isso que me doeu mais, o facto de estarmos a tentar e a não ter qualquer valor. Hoje a nossa gerente de equipa pediu-nos um minutinho para falarmos todas, lá nos juntamos na zona de convivência e aí nos explicou que hoje aparentemente recebeu duas queixas de duas pessoas no escritório por ontem termos estado a discutir uma com a outra. E veja-se que aqui aparentemente a discussão não foi entre membros de equipa mas apenas entre mim e a G. E como se não bastasse acho que saiu errado da parte da J. concordar que de facto estava a ficar um tanto ou quanto estranho o ambiente e embaraçoso o que não ajudou em nada em nossa defesa. É verdade sim senhora que no passado tivemos os nossos momentos de pura estupidez e birra. Mas já levamos na cabeça uma vez e prometemos que isso não voltaria a acontecer. Eu não entendo como a percepção de quem está de fora tem mais valor do que a explicação das pessoas envolvidas. Mas tem e a verdade é que essa queixa será descontada é em nós, no nosso desemprenho, decididamente não é na pessoa que se queixou. Não importa o quão bom o nosso trabalho seja, esta nódoa negra está feita. E como tal, depois de pensar, reflectir e desabafar cheguei à conclusão que realmente não vale a pena a revolta. Não vale a pena se quer sentir este sentimento de zanga, injustiça e confusão. Não vale a pena e aborrece-me que tudo isto me tenha afectado desta maneira. Aliás sei que isto é horrível se quer de se pensar, mas devia-lhe ter dito a ela (gerente) que realmente não se precisava de preocupar pois dentro de um mês já não teria mais dores de cabeça por nossa culpa isso é garantido, uma vez que os meus serviços já não serão necssários. Mas a verdade é que nem merece esse meu esforço de contradizê-la. Simplesmente vou manter a cabeça erguida e a voz baixa, até alguém finalmente tomar o meu lugar. E pronto, precisava deste desabafo, desta vontade de me expressar e deitar tudo cá para fora. De partilhar com vocês como me sinto. Para isso serve este meu cantinho, quando mais ninguém entende o que sinto, vem uma alminha desse lado ler as minhas palavras e dizer, olha outra alminha a passar pelo mesmo que eu. E é disto que preciso, de não me sentir única neste tipo de situação.

Monday, 16 May 2016

Laços que se criam


Desde que me iniciei na Heineken a T. foi a primeira pessoa que conheci, a primeira pessoa com quem lidei e aprendi a lidar e juntas nos fomos conhecendo e aprendendo. Nesse dia, 29 de Maio de 2015 (tão cedo não me hei-de esquecer) a T. estava a voltar de férias do seu casamento e da sua noite de núpcias. E na verdade a única vez que ela soube que ia ter alguém com ela para ensinar (portanto eu, uma novata no assunto) foi nesse próprio dia, nesse próprio instante (coisas muito mal organizadas pela Gerência). Até então ela esteve de férias durante 3 longas semanas. Foi ela que teve de dar conta do trabalho de três pessoas e ainda ter disponibilidade e cabeça para me ensinar. Pois precisamente nesse mesmo dia as outras duas colegas (a G. e a J.) não estavam presentes, uma trabalha part-time e a outra simplesmente tirou o dia para se mudar de casa. Todos nós temos favoritos de tudo, seja de objectos materias, seja de sentimentos, seja de gostos pessoais e até mesmo de pessoas. E a T. é e sempre foi a minha favorita, desde sempre. Ela é dedicada ao seu trabalho (extremamente dedicada diga-se!) e é a única que de todas está sempre a "dar uma palminha nas costas" a cada uma de nós, quero com isto dizer que está sempre lá a apoiar o bom trabalho que fazemos, mesmo que não seja nada imediato ou significativo. Daquela boquinha um "muito bem" está sempre preparado para sair. E parecendo que não é o tipo de reconhecimento e graditão que estamos à esperar de merecer e ouvir, falo por mim. É a única que de todas reconhece o meu valor e que se sente triste por me ir embora. Isto para dizer que no fundo acho que cresci um bocado com a Heineken, mas especialmente com a T. Até à bem pouco tempo não suportava a G. (ainda não suporto) e relativamente à J, é naquela. Não gosto nem desgosto. Desde que me trate bem, eu trata-la-ei de igual forma. Mas eu e a G. sempre tivemos um choque de personalidades, mas a verdade é que ela é muito infantil e preguiçosa. A J. não é infantil mas como está grávida (outra vez), "está-se nas tintas" para a Empresa neste momento. Escusado será dizer que a G. e a J. dão-se lindamente bem, demasiado até. A T. está de férias esta semana e durante o fim de semana pensei para comigo que esta semana seria um desafio. A verdade é que ainda o é, mas sinto-me melhor comigo mesmo. Já rio mais na ausência da T. embora sinta muito a falta dela, os nossos minutos de desabafo entre nós e a ajuda dela. Mas ainda vejo a atitude de sempre, daquelas duas não quererem fazer nada, de estarem sempre a cochichar. Estão ali a fazer que trabalham ao fim ao cabo. E isso dói. Pois eu dou o tudo por tudo, dedico-me de corpo e alma e EU é que sou dispensada, e aqueles seres da Natureza têm a oportunidade de ficar. No entanto, não me quero focar muito nisso. Quero apenas dizer que me sinto bem com o dia de hoje, apesar de tudo. Pois lembro-me bem das pessoas que valem e fizeram valer a pena.

Sunday, 15 May 2016

Blogosfera

Será impressão minha ou a comunidade da Blogosfera já não é o que era. Parece-me que este mundo foi completamente substituído por uma enorme variedade de redes sociais. E entristece-me que durante algum tempo de inactividade, olhe para trás para muitos dos Blogs que costumava ler com regularidade e testemunhar que os últimos artigos escritos datam desde Novembro/ Dezembro do ano passado. Como se aquele fosse um ponto final do espaço. E entristece-me que durante tanto tempo não há sinais de vida daquele Blog. Esse foi também um dos motivos pelo qual desisti e eliminei a minha conta do Facebook. Pois não aguento tanta coisa ao mesmo tempo. E a verdade é que o Facebook para mim sempre foi um divagar de temas, um desperdício de tempo, um adiar de uma boa conversa. Pelo que eliminei e eliminei com o intuito de me focar mais em objectivos concretos. Coisas do qual possa escrever e partilhar a minha experiência vivida. Ao invés de partilhar só por partilhar, coisas que nem da minha autoria eram. Quanta preguiça e falta de originalidade (da minha parte). Cansei. Não sei, nem tenho direito de se quer afirmar isto, mas talvez o mesmo tenha acontecido com estes blogs? Mas ao invés de contas do Facebook, são contas de Blog. Talvez haja uma justificação.

Saturday, 14 May 2016

Conflito de pensamentos


Às 7h30 da manhã já estava acordada. Acordei sem sono, completamente desperta e disposta a aproveitar o dia da melhor maneira possível. São neste preciso momento 17h27 e ainda estou para fazer alguma coisa de se aproveitar e conseguir afirmar que este foi um dia produtivo. Não me levem a mal, já tratei da arrumação da casa, das refeições de hoje e de organizar os planos para os meus dias/ a minha semana. Ou pelo menos tentei esta última parte. No entanto começei a pensar no facto de que no dia 1 de Julho vou-me mudar de casa outra vez (contracto está assinado e depósito pago), para um local mais barato, mais espaçoso e privado (isto é, só meu). Apercebi-me de que o apartamento com quem dividia toda a minha vida (pessoal e não pessoal) não era suficiente para mim, muito pelo contrário dado o valor que estava a pagar por ele! Tinha de ter sempre em conta o pouco espaço que tinha para mim e ao final de alguns meses dei conta que estava a pagar o dobro ou mais do que a zona exigia por outros quartos. Depois continuei a pensar no facto de que no dia 15 de Julho a Heineken já me avisou que será o fim do meu contracto e como tal tenho de garantir trabalho noutro local qualquer, que neste momento não é a minha prioridade mas estou limitada a fazer quaisquer gastos excessivos, com receio de padecer no futuro. Como se não bastasse, continuei a pensar no facto de que se não tirar férias agora para visitar a minha família em Portugal, uma vez que o contracto acabe, tão cedo não conseguirei ir a Portugal pois não estarei no (suposto) "novo" emprego tempo suficiente para o merecer (legalmente). Não parando por aqui continuei a pensar que o melhor período para ir de férias seria precisamente no fim do contracto com a Heineken e no início da minha mudança para o novo espaço. Como o período de férias seria no início da mudança e durante mais de 15 dias, tenho (por obrigação) de notificar o senhorio do estúdio da "longa" ausência. Como se não bastasse os meus seguros renovam todos no mês de Junho, excelente altura para gastar dinheiro, não acham? E estas são as minhas grandes preocupações de momento. Ah! Pois, ia-me esquecendo de mencionar que o separamento dos meus pais também me anda a encher um bocado a cabeçinha. Pelo que é tudo junto sabem, tudo junto.. No entanto não me posso queixar de uma coisa, é facto. Que nunca me falte saúde, pois é essa que me mantem de cabeça erguida (literalmente). A ver se consigo retomar à escrita, pois ainda é isto que me dá alegria à Vida.

Friday, 13 May 2016

Dia bem agitado, mas com um sorriso nos lábios

A semana foi stressante, dramática e repleta de coscuvilhice. Na maioria dos dias cheguei a esquecer do que tinha de fazer antes de chegar a casa, tal era o stress à flor da pele.Cheguei a pensar várias vezes, hoje correu mal amanhã correrá melhor. Cheguei várias vezes a casa com vontade de ir directamente para a cama e sem vontade nenhuma de jantar, tal era revolta e o conflito no meu interior. Ontem disse o mesmo para comigo, o dia correu mal, não tinha expectativa nenhuma nem força para enfrentar outro dia, mas pensei para comigo, a vida é demasiado curta para vivê-la miseravelmente. Pelo que dei algumas palmadas nas minhas ricas bochechas e disse para comigo, hoje nada, mas é que nada mesmo vai escurecer o meu dia! Nem que para isso tenha de contrariar o clima. E assim foi. Cheguei toda contente ao trabalho, como sempre o faço. Pois não admito que o meu humor (seja ele negativo) afecte a minha relação com as pessoas quer no trabalho quer em casa (ou pelo menos tento), pelo que o meu dia-a-dia é sempre com um sorriso nos lábios. Pode ser uma máscara, mas é uma máscara "that keeps me going" como se costuma dizer em Inglês (e cá estou eu mais uma vez a recorrer ao Inglês por falta de uma expressão mais Portuguesa!). Desejei bom dia a toda a gente, como sempre faço e o meu dia foi-se desenrolando. Algumas questões surgiram entre membros de equipa, telefonemas com pessoas maravilhosas no outro lado da linha, que por mais má que a notícia fosse do meu lado a minha voz animada acabava por manter a notícia mais amigável e a relação mais divertida. Foi um dia stressante pois envolveu várias acções - investigação, pressão e respostas, muitas respostas! Mas é disto que gosto. Ocupação, desafios, responsabilidade. Coisa que infelizmente naquele escritório, sim no escritório no qual já trabalho ha quase um ano com a Heineken e que (in)felizmente está quase a terminar (não por escolha própria), nao existe. As pessoas não estão ocupadas o suficiente, não têm demasiadas responsabilidades e quando não há mais nada que fazer há que irritar o vizinho do lado. E infelizmente é isso que acontece, mais vezes do que aquelas que (não) gostaria de contar. Mas é assim mesmo. A vida é mesmo assim, repleta de personalidades distintas que geram conflitos entre si, e só dessa forma é normal. De outra forma talvez fosse aborrecido, mas confesso que prefiro os dias anormais, aos normais!

Thursday, 12 May 2016

Parece que ando a desaprender a falar Português

Sim, eu sei - antes demais deveria começar por explicar o meu inexplicável desaparecimento. Mas a verdade é que não sei como o fazer. Não sei por onde começar nem sei se quero de todo voltar a rebobinar tudo o que já foi rebobinado. E como tal vou começar por explicar como perdi/ ando a perder a noção de falar em Português. Claro que não é um completo destorcer da Língua, mas sem dúvida que há uma diferença entre o meu Português e o Português da minha irmã por exemplo, lá isso há. Da mesma forma que há uma diferença entre o meu Inglês e o Inglês da minha irmã, por exemplo. Expressões tão comuns em Português são para mim um obstáculo complicado de ultrapassar na Língua Inglesa, mas mais complicado do que as expressões Portuguesas, são palavras tão simples como "obstáculo" que para ter a certeza absoluta de que estou a soletrar bem tenho de fazer uma pequena pesquisa para garantir de que não me embaraço, ou palavras como soletrar que rapidamente a palavra "spell" vem-me à cabeça mas o "soletrar" não há maneira de sair. É como se todo o meu cérebro estivesse confuso e não consegue distinguir entre a Língua secondária e a Língua Materna. É um frustração diária, confesso. Especialmente quando falo com a minha família em Portugal, pois sinto-me completamente aparvalhada com o absurdo do Português com que o meu Português sai da minha boca/ dos meus dedos. Ou talvez seja apenas mais uma das minhas muitas complicações que já vem com o próprio cérebro e não há meio de mudar por mais frustrante que seja. Mas com certeza não há-de ser nada. Esperemos. Mais alguém que tenha passado por esta experiência? Isto é, de viver num país diferente do de origem e sentir que as palavras do nosso vocabulário de origem simplesmente começam a desaparecer do nosso vocabulário normal e passam a ser substituídas por palavras que já não fazem parte da nossa Língua Materna ou serei só eu a alminha sem qualquer noção? A verdade é que quero recuperar a originalidade do nosso Português, do meu Português e como tal vou tentar traduzir todo o meu blog para Português (isto é a base) pois este é o único espaço que uso como meu diário pessoal e como tal quero-o fazer dedicado apenas à Língua Portuguesa. E também irei recorrer ao meu portátil de origem (com teclado Portugês) para poder escrever correctamente. Claro que este pequeno à parte pode não ser a 100% até porque a partir do dia 1 de Julho não vou ter total acesso a este portátil e como tal escrever completamente (e correctamente) em Português será mais complicado.... Parece-me que já estou a começar a divagar um pouco e como tal Até Já!

Sunday, 21 February 2016

Déjà Vu

Filme interessante, mas demasiado "irreal" para considerá-lo um bom filme. No entanto confesso de que gostei bastante de como tudo é explicado no desenrolar do filme. Embora acho que o desenvolvimento da história podia ter sido muito melhor. O meu fim-de-semana tem sido extremamente relaxante. É tão bom quando o fim-de-semana chega e tenho oportunidade de voltar ao meu ambiente anterior. Antes de ter mudado de casa. Sentir que ainda faço parte daquele lugar. Sentir que ainda faço parte daquele coração. Sabe maravilhosamente bem envolver-me naquele abraço que sempre desejei durar para sempre. Hoje é Domingo e tive a maravilhosa oportunidade de me encontrar com uma antiga colega de trabalho. Sabe tão bem pôr a conversa em dia da vida de cada uma. Sim sim “gossip” da vida de uma da outra. Pelo menos agora sei que a vida dela está estável e que voltou a trabalhar a tempo inteiro. Infelizmente, não graças à Heineken. Ao menos assim não se sente mais insegura, como eu. Sabe que tem um trabalho a tempo inteiro e de contracto permanente. Eu? Eu ainda estou para saber se fico com a Heineken ou não depois do dia 31 de Março. Confesso que é uma situação que desgosto. Mas é algo com o qual tenho de viver e fazer figas para que tudo continue a dar certo.

Monday, 8 February 2016

A brief summary of the past few weeks


As coisas entre mim e o Marian estao lentamente a progredir. Se por um lado sinto um enorme aperto no coracao por nao estar com ele todos os dias e por no fim de cada dia ter de dizer um adeus, por outro lado sinto que este afastamento nos esta a fazer bem. Nao sou propriamente a mulher perfeita no entanto estou a tentar o meu melhor para estar la bem proximo. Quanto ao trabalho, bem... se por um lado sinto que a equipa esta a esforcar-se para manter uma relacao de trabalho profissional. Por outro lado sinto que uma das minhas colegas de trabalho que nao posso com o feitio dela nem por nada, sinto que cada vez mais me afecta o sistema nervoso. Esta sempre a tentar implicar com a minima coisinha. Torna-se ate ridiculo. E nao ha de todo como rir da situacao, pois nota-se que e' para chamar atencao, que e' para criar confusao. Com quase 30 anos aquela rapariga parece nao ter qualquer vergonha na cara. Talvez seja eu tambem um pouco problematica pois nao gosto que me apontem o dedo sem qualquer fundamento. No entanto ainda que com fundamento ha que saber dar a volta por cima e saber chamar a atencao sem se ser rude. Mas com esta personagem simplesmente nao da, isso nao acontece e nunca vai acontecer a meu ver. Enfim... Ela quis e conseguiu estragar o final do meu dia. Depois do que eu pensei ter sido um bom dia de trabalho. Va-se la entender o tipo de prazer que estas pessoas tiram deste tipo de comportamento.

Tuesday, 26 January 2016

The past couple of days


Tem sido assim assim. Em termos de relacao, tem sido bons os dias. Sinto-me bastante bem ate' como tudo tem corrido. Julgo que a nossa uniao se tornou mais forte. Mas realmente e' cedo para tirar conclusoes. Pelo que simplesmente me agrada o facto de estarmos tao unidos e tao ligados. De sentirmos tanta a falta um do outro. Com isto tambem acabamos ate' por crescer. Nesse sentido, sinto que estou melhor. Ainda sinto a falta dele claro, pois sempre dependi muito de todos e isso e' o que falta em mim, mais independencia. No entanto sinto que em termos de vida no apartamento tem sido relativamente atribulada e tenho dificuldades ainda em planear a minha vida de acordo com o que tenho de fazer. Mas as coisas vao-se fazendo e eu sei que hei-de la chegar. Mas pelo menos sei que agora culinaria e' uma preocupacao minha e ontem fiz um delicioso crumble de morango com creme....Oh de chorar por mais! No trabalho, as coisas nao estao exactamente as melhores. Embora o nivel de stress tenha reduzido, as expectivas de me manterem na Empresa nao sao muitas, pelo menos pelo aquilo que tenho vindo a perceber. No entanto vou tentar manter a cabeca erguida e pensar positivamente. Eu sei que sou capaz de superar esta nova etapa da minha vida. E' um desafio, mas e' um desafio que tenciono completar e superar.

Saturday, 23 January 2016

The Chat


Eu sabia que a razao pelo qual ele nao queria falar comigo e' porque nao conseguimos estar muito tempo zangados um com um outro. Simplesmente nao conseguimos. Durante o tempo em que estivemos chateados um com o outro e recebi uma certa repreensao por parte dele, deixei-me ir abaixo e deixei as pessoas ao meu redor preocupadas e em baixo por minha causa. Ouvi todo o tipo de comentarios "Estas melhor sem ele", "Ele nao bate bem", "Da-lhe a chaves de casa se ele assim quer", "Vai buscar as tuas coisas e deixa-o", "Vais ficar bem sem ele".... Mas apenas uma pessoa disse "Eu acredito em voces. Acredito no amor verdadeiro e acredito no vosso amor. Vais ver que vai tudo correr bem". Somos um casal estranho. Somos pois. Ele e' demasiado maturo, tem demasiada experiencia da vida, e' muito mais inteligente do que eu e sabe o que e' melhor para ele. Eu... a minha idade e a minha experiencia de vida infelizmente nao me permite ser mais sabia. E sou por vezes (na maioria das vezes) uma crianca verdadeiramente imatura. Depois de ter ido lado para pegar nas coisas e vir-me embora, a pedido dele.... Entrei e ele partilhou algo comigo, porque apesar de tudo nao me quer esconder nada. Nao concordei com o que partilhou comigo e acabamos por conversar. Estava muito zangado e cansado, conseguia ve-lo nos seus olhos. Mas depois de falarmos durante o que parecia horas, olhamo-nos nos olhos e choramos... Lagrimas de dor, de amor, de frustracao, de alegria, nao sei explicar... E abracamo-nos. Prometemo-nos um ao outro que nos iremos ter em conta eternamente. E que mais do que um casal somos amigos para a vida. E assim acabamos por concordar que espaco e' necessario sim, pois depois de tudo o que passou a saude dele esta entre a espada e a parede. E assim sendo e' necessario espaco. Aceito isso. Mas ao menos sei que posso sempre recorrer, seja qual for a circunstancia. Seremos os unicos assim? Talvez. Teremos alguma vez um futuro juntos? Uma verdadeira incognita. Casaremos? Nao. Teremos filhos? Nao. Mas o que temos agora e' exactamente isso que quero. Ser feliz.

Tuesday, 19 January 2016

I guess this is it


Penso que desta vez e' de vez. Uma pessoa estando distante comeca a ter outra perspectiva da vida e talvez a saida mais facil seja mesmo a escolha acertada. No entanto doi. Doi pensar que assim do nada o mundo cai-me em cima dos ombros como se nada para alem de negatividade existisse. Eu a pensar que estava a fazer coisas boas, coisas com sentido de forma a ajudar aqueles em meu redor. Mas nao. Aparentemente nunca foi bom. Na minha cabeca as coisas funcionaram de maneira completamente diferente da dele. Disso nao hajam duvidas. Eu sou cruel e nunca o tratei bem. Na minha cabeca sempre tentei ajudar-lhe o maximo que pode sabendo que ele nao podia mais e sabendo que havia uma diferenca de idades. Nesse sentido sempre pensei que fosse entender, que nao tendo idade semelhante, as diferencas de personalidade e ideias vao ser mais que muitas. Tendo que haver algum respeito e aceitacao seja pela inteligencia ou estupidez de ambas as partes. Mas nao, daquele lado sempre houve o desejo de que eu fosse exactamente a mesma pessoa. Inteligente, bonita, perfeita. Pelo que nao cometeria erros. Infelizmente devo ser das muitas pessoas que admite, sou inculta e imatura, mas com uma pessoa da minha idade apenas o tempo e a experiencia me vao fazer crescer. Infelizmente nao acontece de um dia para o outro. Pergunto-me se algum dia sentira a minha falta? Se algum dia seremos novamente amigos? Se algum dia teremos um futuro juntos novamente? Perguntas imaturas e completamente irracionais bem sei, mas desculpem-me... tem sido um dia bastante dificil. Ser imatura implica tambem ignorancia e por consequencia sinto-me tao confusa em relacao a tudo. Aconteceu tudo tao depressa e do nada. Preciso de tempo... de paz... e de perceber exactamente o que aconteceu. Mas para ja sei que esta e' a realidade. Terminou tudo. Por mais que me custe admiti-lo o Marian nao me quer mais na vida dele. Este comeco de ano tem sido mais do que um desafio, primeiro a mudance de casa, os problemas no trabalho e agora isto. Sera com certeza por uma razao, pois nada acontece por acaso. So gostava de saber o porque.

Friday, 15 January 2016

Challenge after Challenge


Esta "nova" vida tem sido um desafio e tanto. Nao estou habituada a fazer refeicoes por conta propria, geralmente e' o Marian que trata dessa tarefa ou em caso de ir a Portugal e' a minha mae. Pelo que cozinhar tem sido um grande desafio, mas tem corrido bem. Como se nao bastasse estou orgulhosa de mim, optei por aproveitar esta nova mudanca na minha vida e comer saudavel, pelo que esta semana ainda nao toquei em carne uma unica vez, fora claro sandes de fiambre para o meu almoco no trabalho. Nada demais portanto, tem sido tudo 'a base de legumes e peixe. Bem bom digasse de passagem, mas sem duvida que sinto saudades de comer "porcaria" va. Entretanto tambem optei por comecar a beber mais agua e menos porcaria. Se em casa bebo um suminho natural, durante as horas de trabalho bebo simplesmente agua, fora o cafe das manhas claro esta. Mais uma vez tem corrido bem e estou orgulhosa das minhas atitudes ate ao momento. O quarto por sua vez, na maioria das vezes ou esta' muito frio ou muito quente, nao ha meio termo o que acaba por me chatear um pouquinho e como se nao bastasse acho que acaba por se reflectir nas minhas noites e a falta de sono, hora sim hora nao estou de olho aberto. Por incrivel que pareca ainda aguento bem, mas ha-de chegar a um ponto que nao posso mais com esta rotina. A ver se a minha almofada de casa resolve a situacao, ja que estou tao habituada a mesma. No trabalho acho que as coisas tendem a piorar e como tal nao vejo alternativa se nao procurar por algo diferente. Se acho um risco? Sem duvida, mas sem desesperos. Agora com alguma antecipacao e' a altura ideal para grandes e diferentes planos. Agora, vou estar de volta da escrita que ja sinto falta da minha actividade favorita - correspondencia. Bom fim de semana.

Thursday, 14 January 2016

New Year - New Life


Este ano comecou de maneira diferente. O mes de Dezembro foi de certa forma assustador e de revelacoes, de maneiras que o ano comecou agitado e com mudancas. Nao numa forma negativa, mas numa forma de tentar ver a vida com outros olhos. No passado mes de Dezembro, passei tres longas semaninhas em Portugal com a minha familia e os meus amigos. Nesse mes algo verdadeiramente assustador acabou por acontecer e o Marian sofreu um ataque cardiaco. Pequenino, mas o suficiente para me deixar de queixo caido e coracao a bater mil/ hora. Se por um lado custa-me a ideia de se encontrar sozinho sem qualquer tipo de apoio, por outro lado nao consigo imaginar o seu fim ser causado por minha culpa. Pelo que entre nos os dois decidimos viver com um casal de namorados. Dar tempo e espaco um ao outro e crescer com isso. Decidimos entao que alugar um quarto para mim seria sem duvida a solucao. A verdade e' que nunca realmente dependi de mim e como tal e' um grande passo na minha vida. Mas optei por escolher algo nao tao solitario e como tal partilho casa com a Jules. Nunca a conheci na minha vida, mas falamos como se nos conhecessemos ha' anos. Gosto do click que se iniciou entre nos. Acho que e' importante para alguem que nunca realmente viveu com ninguem fora da sua zona de conforto. Acho que e' uma boa coisa para ambos. Para ele, pois precisa de espaco para se acalmar, baixar os seus niveis de stress e pensar nele e nele proprio. Nao tem de se preocupar com mais ninguem, para alem de ele proprio. Para mim, porque realmente preciso disto para crescer quer fisicamente, quer mentalmente. No entanto a inseguranca comeca a despertar e tenho receio que este "teste" se torne mais longo do que aquilo que e' pretendido. Mas decididamente alguns meses para ele quero dar... Ele precisa disso. Ambos na verdade. Tem sido um desafio, mas confio que tudo e' possivel e tenho de acreditar em mim a cem por cento.
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