Saturday, 28 May 2016

...É a nossa atitude que demonstra maturidade

Gostei de ler estas palavras em resposta ao meu comentário no blog da Estudante Amarelo. Foram palavras com sentido e que de certa maneira bateram forte cá dentro. Ao ler este artigo publicado pela Estudante a única coisa em que pensei (de forma egoísta) foi em mim e como me sinto inferior na forma como me tratam na Empresa (equipa) onde trabalho por ser a mais nova. Respondendo a esse mesmo artigo da seguinte forma "Considero que isso nem sempre é bom. Tenho cara de menina, sempre tive. E com 25 anos ainda há gente a nivel profissional que nao me consegue levar a sério. Na verdade chegam-me a tratar como uma criança. E isso parecendo que nao afecta, pois a forma como nos vestimos ou parecemos nao devia nunca influenciar aquilo que fazemos pela empresa, aquilo que fazemos pelo nosso trabalho. Mas compreendo o teu ponto de vista." e esta foi a resposta que recebi da Estudante "sim, talvez nem sempre seja bom ;) e claro que a aparência não deveria influenciar a forma como nos tratam. Mas, na vigência dessa possibilidade, é a nossa atitude que demonstra maturidade :)". E gostei realmente de ler estas palavras, de perceber o sentido destas palavras e como em certa medida a forma como me sinto poderá estar errada. E senti que ainda com 25 anos talvez seja isso mesmo que me falte, maturidade. Pois a minha atitude talvez não seja das mais adultas quando desafiada ou posta em causa, mas a verdade é que nunca disse que o era. E talvez seja aí que esteja o erro. Nao o facto de me sentir inferiorizada e talvez não ser levada a sério, mas o facto de não saber lidar com essa injustiça. Ao invés deixou-me afectar de tal maneira que perco qualquer direito de ter razão e de me senti inferior. Mais uma lição a aprender. Se há coisa que estou sempre a dizer, é que todos os dias aprendo uma coisa nova.

House - série televisiva


Não é a primeira vez que vejo e revejo a série House e continuo sem me cansar de ver esta série. É de forma geral elucidativa e viciante. House obviamente é o personagem principal desta série e basicamente a série gira em volta de casos raros onde o objectivo de House e da sua equipa é determinar o tão raro diagnóstico que vai concluir o caso de cada episódio. A série no geral proporciona vários altos e baixos de emoções em mim. Tanto dá para chorar como para rir e é isto que basicamente me prende à série, não é de maneira nenhuma aborrecida e acaba também por ser interessante. Mas hoje resolvi apenas partilhar a minha opinião em relação ao episódio treze da sexta temporada (5-9) de House, onde o episódio é praticamente um desenrolar de uma rotina diária da vida de Lisa Cuddy, mais uma das personagens que tanto admiro nesta série. Neste episódio em particular não há grande demonstração da descoberta de um raro diagnóstico mas ao invés a vida atribulada de uma Administradora Geral de um Hospital e no desenrolar deste episódio percebemos que por detrás de uma máscara poderosa e inflexível está um ser humano com sentimentos. Neste episódio testemunhamos a vida stressante de uma pessoa do qual todos dependem e que no fundo não se pode permitir erros. Cuddy desde que decidiu adoptar Rachel não se permitia falhas como mãe e como tal é uma mãe dedicada a Rachel a 100%, fora quando a responsabilidade do trabalho chama. Como se não bastasse sendo a Administradora Geral de um Hospital bem prestigiado tem a responsabilidade de tomar decisões tanto mesquinhas como importantes. Como se ser mãe e ser responsável por um Hospital de grande importância não fosse suficiente ainda tem de lidar com o melodrama da sua vida amorosa com Lucas (e possivelmente House), conflitos sentimentais. Assim sendo como grande fã de Cuddy comecei a perceber o desenrolar do episódio e como a responsabilidade de se ser Cuddy nem sempre é fácil. De forma geral tentei transpor o irreal da televisão para o real da nossa vida como a conhecemos. A vida no geral não é de todo fácil, mas pondo os olhos em personagens como Cuddy, personagens que têm a sua cota parte de real fez-me (faz-me) pensar que a minha vida não é de todo complicada. Muito pelo contrário. E no entanto porque sinto eu que às vezes tudo é uma constante pressão? Um peso nas minhas costas? Se Cuddy, como mãe, mulher bem sucedida a nível professional e companheira fiel consegue ganhar este debate diário entre ela, porque não tento eu também? Pois no fundo a força de vontade tem de partir de nós de sermos bem sucedidos e felizes. Este episódio é sem dúvida um abrir de olhos (espero que definitivo) para me tornar numa pessoa melhor, numa pessoa mais confiante e mais feliz. Admiro pessoas que em semelhança à Cuddy lutam por um dia melhor, um dia com um sorriso nos lábios e altas expectativas. Quero ser assim, apesar dos baixos que enfretamos diariamente poder ter a determinação de me manter lá no topo.

Thursday, 26 May 2016

Ha' dias que me fazem uma certa confusao

(Peco desde ja' desculpa pelos erros, mas neste momento so' tenho acesso a teclado Ingles - o que sinceramente me tira do serio, pois bem adoro o meu teclado Portugues)

Tenho a necessidade de desabafar isto com alguem e visto que neste momento nao tenho ninguem que esteja disponivel a ouvir-me, ha que fazer uso do meu espaco pessoal. Nao compreendo que mania e' esta de as pessoas se sentirem ameacadas por uma coisinha minima. Recentemente no trabalho, as posicoes/ cargos de determinadas pessoas na minha equipa mudaram. Tres de quarto pessoas. A pessoa que estava a subsituir (a T.) vai ser removida do seu projecto para ser substituida pela J. e assim voltar a fazer o seu trabalho que tanto adora (deixando-me sem trabalho). Por sua vez, alguem tem de substituir a J. e esse alguem serei eu (o que implica aprender tudo de novo para uma regiao completamente diferente, durante um mes apenas - pois no dia 1 de Julho vou deixar este trabalho, nao por vontade propria). Se queria isto? Nao. Nao queria nada disto, pois so me vai baralhar mais as ideias e para que. A J. na minha opiniao, pode nao ser a pessoa mais conflituosa de todo, mas aquela mulher e' uma desorganizacao em figura de gente e o que me chateia ainda mais e' nao ter a minima preocupacao em organizar as suas coisas (documentos) de forma a ter tudo pronto para substitui-la. Entao acontece o sucedido, ontem estive a navegar nos documentos dela (uma pagina do excel que mantemos actualizada com os nossos projectos de cada area e dado de cada regiao), ate' porque todas nos temos acesso 'a tal pagina (sem excepcao) e como tal nao vi mal nenhum em modificar seja o que for de modo a fazer o meu trabalho. Nao mudei nada que ja' estivesse no documento, simplesmente adicionei trabalhos/ projectos que desenvolvemos diariamente. E' um trabalho de rotina diaria e toda a gente o faz. Nao e' que hoje a T. que pode nao ser perfeita mas e' a pessoa mais chegada a mim, me contou que a J. pelos vistos nao gostou nada que mexe-se nos documentos dela. Infelizmente o que me incomoda ainda mais e' o facto de me ter culpado a mim de qualquer mudanca feita nos seus documentos quando todos os membros de equipa teem acesso a esses mesmos documentos. E e' neste sentido que tudo isto me incomoda um bocadinho. Compreendo que esteja revoltada e que nao aceite o facto de alguem vir substitui-la do nada (tivemos uma semana para nos adaptarmos ha' nova posicao), mas dai a comecar com rancores e humores e' que nao aceito. Nao acho justo para comigo. Pois nao fui eu que escolhi isto, e ela teve a opcao de dizer que nao. Se nao o disse, nao tem agora que me vir culpar a mim dessa responsabilidade. Enfim, isto para dizer que no fundo acho que as vezes ha' demasiado drama neste escritorio sem necessidade nenhuma. Especialmente depois de tanto tentar manter e trabalhar na minha personalidade para que as coisas se tornem mais amigaveis e tolerantes. Ando cansada disto tudo e a verdade e' que nao vejo a hora de por isto tudo para tras das minhas costas e seguir em frente, para uma nova experiencia, uma nova vida... Preciso de respirar ar novo.

Sunday, 22 May 2016

O ciúme

Não é a primeira vez que me deixo levar por este sentimento e que no fundo me engana e me leva a agir quando devia estar quieta. Apesar de sentir que ando a crescer a nível de segurança e auto-estima, o ciúme ainda é uma grande falha na minha personalidade. Não crio cenas do nada, muito menos em público. Os ataques de ciúme aparecem especialmente quando me apercebo que o parceiro tem gosto em sentir-se desejado. O que sinceramente não o culpo na totalidade. Afinal de contas quem não gosta de se sentir desejado? Não sou hipócrita e embora desconheça qualquer tipo de interesse em mim, é possível que exista sim da mesma forma que existe nele. Seja como for apesar dos esforços para manter o ciúme de lado a minha expressão facial denuncia-me sempre. Certa vez um professor disse mesmo, a minha expressão facial é como um livro aberto. Só não percebe quem não quer. E infelizmente a maioria dos desentendimentos devem-se por eu não conseguir esconder o ciúme. E como tal tenho lido bastantes artigos para poder evitar ser este tipo de pessoa, pois só me estou a magoar a mim mesma e à pessoa que amo. Mas acima de tudo estou a causar dano na relação. Está certo que o meu ciúme não é tão grave quando comparando com outras pessoas, mas ainda está lá e eu não gosto. Não gosto de saber que existe esta fraqueza em mim, esta dependência. Pelo que vou trabalhar nos seguintes passos propostos pela seguinte fonte de crédito.

Neste artigo específico o escritor é da opinião que o sentimento é mais comum do que as pessoas julgam, porém este sentimento não é de todo mais forte do que a nossa força de vontade. Sugere até que controlar o ciúme é mais fácil do que julgamos. Não duvido, mas tem sido uma tarefa um tanto ou quanto complicada. Embora como já referi anteriormente sem dúvida não me considero o pior dos casos. Muito pelo contrário tenho lutado muito para não me deixar levar por este sentimento e tenho conquistado bastante com isto, infelizmente a minha expressão facial é no qual ainda tenho muito de trabalhar.

Passos a concordar/ trabalhar:-  

1) Aprenda com o passado. Fazemos e reconhecemos os erros do passado para não voltar a cometê-los, nem no presente, nem no futuro, por isso, se o facto de ser ciumento já vem de trás, está na altura de o travar. Se os ciúmes já prejudicaram uma ex relação, corre o risco disso voltar a acontecer. Será que esses ataques de ciúmes não estarão na base de uma vida amorosa atribulada? Ninguém quer viver uma relação assim, até porque não resolve nada, antes pelo contrário.

Minha opinião – Não concordo que os ataques de ciúme estão na base de uma relação atribulada, muito pelo contrário sou da opinião que o ciúme é criado com origem na nossa própria insegurança e enquanto não trabalharmos nela, vamos culpar sempre o outro. Uma forma de prevenir isto é assumir a responsabilidade dos nossos erros. Algo no qual tenho aprendido claro está com os erros do meu passado (do nosso passado).

2) Evite fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deturpar a realidade, ou seja, um pequeno gesto ou palavra é o suficiente para despertar os ciúmes mais loucos o que, por sua vez, desencadeia um verdadeiro “filme” na sua cabeça. É importante não deixar que a sua imaginação fomente os ciúmes de uma coisa que pode nem ser real. As pessoas mais ciumentas precisam de aprender a distinguir a realidade da ficção, simplesmente porque nem tudo o que parece é.

Minha opinião – Esta foi sem dúvida (e ainda é) um dos passos mais complicados de dominar. Embora é com grande orgulho que afirmo é possível. Durante o primeiro ano da nossa relação tudo era motivo para me sentir a explodir e por consequência discutir. Mas isso acaba quando nos apercebemos que cada um tem direito à sua privacidade. Sempre foi e sou da opinião que um casal é constituído por 3 elementos. Ele, Ela e o Casal. Para isso é preciso distinguir o espaço e o tempo que a relação investe entre os dois bem como individualmente. E é preciso entender que se eu mereço e tenho esse espaço, porque haveria de ser diferente com ele?!

3) Não exagere. Rodado o “filme”, os mais ciumentos têm a tendência de passar para a ação – discussões, acusações, vitimizações, agressões verbais e até físicas podem fazer parte de um ataque de ciúmes. Se deve pensar sempre duas vezes antes de reagir a qualquer provocação, no caso dos ciúmes, pense três. Será que vale realmente a pena?

Minha opinião – Não, não vale a pena. E este é mais um dos pontos no qual tenho de trabalhar com maior empenho. Pois ainda caio na asneira de responder. Não vale de todo a pena sentir-me mal ou sentir ciúme para com as pessoas com quem ele fala/ lida. E sabem porquê? Porque não faz diferença nenhuma, quer na relação quer no comportamento de cada um. A única diferença é que saímos os dois magoados e isso é algo que decididamente não está nos meus objectivos de uma relação feliz. 

4) Segunda opinião. Nem todas as pessoas sabem lidar bem com os ciúmes, até porque essa é uma emoção que faz parte da natureza humana. Se é o seu caso, e em vez de fazer cenas lamentáveis – e sobre as quais se vai arrepender mais tarde – procure um amigo(a) para desabafar as suas inseguranças e preocupações. É sempre bom ter a opinião de uma pessoa neutra, por isso, convide esse amigo(a) para sair convosco e peça-lhe para observar os vossos comportamentos e dizer da sua justiça: há ou não motivos para ciúmes? Lidou bem ou mal com a situação?

Minha opinião – Não sei até que ponto um amigo iria ajudar no meu caso, até porque os meus amigos estão em Portugal e os amigos dele estão, pelo que queiramos ou não admitir um amigo aqui estaria sempre em favor dele. E talvez até com razão. Mas simplesmente não consigo antever como é que um amigo nesta situação traria algum bem.

5) Respeito próprio. Quem sofre insistentemente com ciúmes tende a sentir-se com baixa auto estima e autoconfiança porque, ao sentir-se ameaçado com a possível perda do companheiro(a), culpa-se a si e desencadeia uma série de ataques pessoais: ou porque é muito gordo, magro, pouco interessante ou inteligente… Esse tipo de negatividade é uma chama para manter o espírito ciumento a arder, por isso, é necessário respeitar-se e fazer-se respeitar. Alguém que está extremamente seguro de si, não se sentirá ameaçado por o que quer que seja. Faça o que tiver de fazer para sentir-se sempre bem na sua pele.

Minha opinião – Concordo. Embora saiba admitir que neste momento ainda tenho muito trabalho a fazer em mim própria para que pare de assumir a culpa por algo que vá dar errado. Sim, a minha auto estima ainda é algo no qual tenho de trabalhar profundamente. E sem dúvida que uma auto estima elevada é meio caminho andado para uma relação bem sucedida.

6) Conversas a dois. A confiança e a comunicação representam o pilar de qualquer relação a dois e quando o primeiro é posto em causa, é preciso recorrer ao segundo, rapidamente. Em vez de fazer uma cena de ciúmes em frente aos amigos ou estragar aquela que estava a ser uma noite perfeita de regresso a casa no carro, respire fundo, analise a situação friamente e só depois (talvez até não seja má ideia dormir sobre o assunto) é que deve conversar com o seu companheiro(a). Sim, conversar e não confrontar ou gritar. Fale abertamente sobre aquilo que o incomodou e de como se sentiu. Certamente perceberá que afinal não foi nada e que não volta a acontecer ou melhor, a incomodá-lo.

Minha opinião – Sem dúvida algo no qual ainda tenho de trabalhar. Embora como já tenha referido antes não sou pessoa de criar cena de ciúmes em frente a todo o Mundo. Mas não sou pessoa de pensar com clareza quando tenho ataques de ciúmes. Aliás não descanso enquanto não passo a mensagem clara de que a culpa não é minha, quando todos sabemos que o é. Algo no qual tenho de trabalhar e talvez dormir sobre o assunto seja mesmo a solução. Mas é tão complicado para mim quando algo acontece, dormir sobre o assunto não dá resultado para mim, mas lá terei de forçar isto em mim. Prefiro isso a passar pelo rídiculo. 

7) Dê atenção à relação. Quem está obcecado em seguir cada passo e palavra do seu parceiro(a) dificilmente terá tempo ou paciência para se dedicar à relação em si. Mas afinal o objectivo de estarmos com outra pessoa não é para viver e sentir uma proximidade saudável e apaixonante? Para nos conhecermos cada vez melhor, para nos apoiarmos e fazer planos para o futuro? Para nos divertirmos? Então porque é que está a perder o seu precioso tempo a dois com ciúmes infundamentados? Se se dedicar tanto ao fortalecimento da relação como dedica aos ciúmes, essa palavra deixará de fazer parte do seu vocabulário.

Minha opinião – Concordo. Se dedicasse mais deste tempo preciso a valorizar a outra pessoa talvez o ciúme não existisse de todo. Ao invés estou mais preocupada a acusá-lo da mais irrelevante actividade. Não é que não dê atenção à relação de todo. Mas que não dou a 100%, lá nisso concordo. Mais um ponto no qual tenho de trabalhar.

Thursday, 19 May 2016

Hoje é um daqueles dias

Começou por ser um dia bastante ocupado e por mim tudo bem. O que gosto é disto mesmo, responsabilidade, ocupação, trabalho e quanto mais ocupado o dia for tanto melhor para mim. O trabalho estava a correr muito bem mas por qualquer motivo sentia que a inspiração não estava presente, mal eu sabia o que me esperava. Os dramas lá do trabalho tendem a acontecer cinco minutos antes da minha hora de ir embora. Mas eu começo pelo o início que é para entenderem melhor a minha vontade de chorar, gritar, bater em alguém. O meu estado nervoso está, ou melhor dizendo já esteve no pico. Mas depois de ouvir a voz da sabedoria (do senhor mais que tudo) concordei que de facto o que for que tenha acontecido hoje não tem a menor importância e só tenho é de manter a cabeça erguida e seguir em frente. O que acontece é que no dia anterior - eu, a G. e a J. estavamos a ter uma discussão de trabalho entre colegas. Uma discussão perfeitamente normal que tanto nós como outras equipas poderiam ter tido. E de facto, porque não nos estavamos a entender em termos de entender o ponto de vista uma da outra, as vozes eleveram-se um bocadinho, mas é simplesmente porque a nossa personalidade é mesmo assim. Falo por mim quando não entendo algo o tom da minha voz altera-se pois o desespero é tal para entender algo que não estou a entender. Não elevamos a voz por estarmos chateadas, nada disso. Na verdade longe disso. Já foi tempos em que tivemos as nossas discordâncias e sim, os nossos desentendimentos, mas ontem decididamente não foi o caso. E a verdade é que desde Dezembro do ano passado que temos tentado ser superiores a isso  (à nossa personalidade isto é) e a respeitar-nos. E foi isso que me doeu mais, o facto de estarmos a tentar e a não ter qualquer valor. Hoje a nossa gerente de equipa pediu-nos um minutinho para falarmos todas, lá nos juntamos na zona de convivência e aí nos explicou que hoje aparentemente recebeu duas queixas de duas pessoas no escritório por ontem termos estado a discutir uma com a outra. E veja-se que aqui aparentemente a discussão não foi entre membros de equipa mas apenas entre mim e a G. E como se não bastasse acho que saiu errado da parte da J. concordar que de facto estava a ficar um tanto ou quanto estranho o ambiente e embaraçoso o que não ajudou em nada em nossa defesa. É verdade sim senhora que no passado tivemos os nossos momentos de pura estupidez e birra. Mas já levamos na cabeça uma vez e prometemos que isso não voltaria a acontecer. Eu não entendo como a percepção de quem está de fora tem mais valor do que a explicação das pessoas envolvidas. Mas tem e a verdade é que essa queixa será descontada é em nós, no nosso desemprenho, decididamente não é na pessoa que se queixou. Não importa o quão bom o nosso trabalho seja, esta nódoa negra está feita. E como tal, depois de pensar, reflectir e desabafar cheguei à conclusão que realmente não vale a pena a revolta. Não vale a pena se quer sentir este sentimento de zanga, injustiça e confusão. Não vale a pena e aborrece-me que tudo isto me tenha afectado desta maneira. Aliás sei que isto é horrível se quer de se pensar, mas devia-lhe ter dito a ela (gerente) que realmente não se precisava de preocupar pois dentro de um mês já não teria mais dores de cabeça por nossa culpa isso é garantido, uma vez que os meus serviços já não serão necssários. Mas a verdade é que nem merece esse meu esforço de contradizê-la. Simplesmente vou manter a cabeça erguida e a voz baixa, até alguém finalmente tomar o meu lugar. E pronto, precisava deste desabafo, desta vontade de me expressar e deitar tudo cá para fora. De partilhar com vocês como me sinto. Para isso serve este meu cantinho, quando mais ninguém entende o que sinto, vem uma alminha desse lado ler as minhas palavras e dizer, olha outra alminha a passar pelo mesmo que eu. E é disto que preciso, de não me sentir única neste tipo de situação.

Monday, 16 May 2016

Laços que se criam


Desde que me iniciei na Heineken a T. foi a primeira pessoa que conheci, a primeira pessoa com quem lidei e aprendi a lidar e juntas nos fomos conhecendo e aprendendo. Nesse dia, 29 de Maio de 2015 (tão cedo não me hei-de esquecer) a T. estava a voltar de férias do seu casamento e da sua noite de núpcias. E na verdade a única vez que ela soube que ia ter alguém com ela para ensinar (portanto eu, uma novata no assunto) foi nesse próprio dia, nesse próprio instante (coisas muito mal organizadas pela Gerência). Até então ela esteve de férias durante 3 longas semanas. Foi ela que teve de dar conta do trabalho de três pessoas e ainda ter disponibilidade e cabeça para me ensinar. Pois precisamente nesse mesmo dia as outras duas colegas (a G. e a J.) não estavam presentes, uma trabalha part-time e a outra simplesmente tirou o dia para se mudar de casa. Todos nós temos favoritos de tudo, seja de objectos materias, seja de sentimentos, seja de gostos pessoais e até mesmo de pessoas. E a T. é e sempre foi a minha favorita, desde sempre. Ela é dedicada ao seu trabalho (extremamente dedicada diga-se!) e é a única que de todas está sempre a "dar uma palminha nas costas" a cada uma de nós, quero com isto dizer que está sempre lá a apoiar o bom trabalho que fazemos, mesmo que não seja nada imediato ou significativo. Daquela boquinha um "muito bem" está sempre preparado para sair. E parecendo que não é o tipo de reconhecimento e graditão que estamos à esperar de merecer e ouvir, falo por mim. É a única que de todas reconhece o meu valor e que se sente triste por me ir embora. Isto para dizer que no fundo acho que cresci um bocado com a Heineken, mas especialmente com a T. Até à bem pouco tempo não suportava a G. (ainda não suporto) e relativamente à J, é naquela. Não gosto nem desgosto. Desde que me trate bem, eu trata-la-ei de igual forma. Mas eu e a G. sempre tivemos um choque de personalidades, mas a verdade é que ela é muito infantil e preguiçosa. A J. não é infantil mas como está grávida (outra vez), "está-se nas tintas" para a Empresa neste momento. Escusado será dizer que a G. e a J. dão-se lindamente bem, demasiado até. A T. está de férias esta semana e durante o fim de semana pensei para comigo que esta semana seria um desafio. A verdade é que ainda o é, mas sinto-me melhor comigo mesmo. Já rio mais na ausência da T. embora sinta muito a falta dela, os nossos minutos de desabafo entre nós e a ajuda dela. Mas ainda vejo a atitude de sempre, daquelas duas não quererem fazer nada, de estarem sempre a cochichar. Estão ali a fazer que trabalham ao fim ao cabo. E isso dói. Pois eu dou o tudo por tudo, dedico-me de corpo e alma e EU é que sou dispensada, e aqueles seres da Natureza têm a oportunidade de ficar. No entanto, não me quero focar muito nisso. Quero apenas dizer que me sinto bem com o dia de hoje, apesar de tudo. Pois lembro-me bem das pessoas que valem e fizeram valer a pena.

Sunday, 15 May 2016

Blogosfera

Será impressão minha ou a comunidade da Blogosfera já não é o que era. Parece-me que este mundo foi completamente substituído por uma enorme variedade de redes sociais. E entristece-me que durante algum tempo de inactividade, olhe para trás para muitos dos Blogs que costumava ler com regularidade e testemunhar que os últimos artigos escritos datam desde Novembro/ Dezembro do ano passado. Como se aquele fosse um ponto final do espaço. E entristece-me que durante tanto tempo não há sinais de vida daquele Blog. Esse foi também um dos motivos pelo qual desisti e eliminei a minha conta do Facebook. Pois não aguento tanta coisa ao mesmo tempo. E a verdade é que o Facebook para mim sempre foi um divagar de temas, um desperdício de tempo, um adiar de uma boa conversa. Pelo que eliminei e eliminei com o intuito de me focar mais em objectivos concretos. Coisas do qual possa escrever e partilhar a minha experiência vivida. Ao invés de partilhar só por partilhar, coisas que nem da minha autoria eram. Quanta preguiça e falta de originalidade (da minha parte). Cansei. Não sei, nem tenho direito de se quer afirmar isto, mas talvez o mesmo tenha acontecido com estes blogs? Mas ao invés de contas do Facebook, são contas de Blog. Talvez haja uma justificação.

Saturday, 14 May 2016

Conflito de pensamentos


Às 7h30 da manhã já estava acordada. Acordei sem sono, completamente desperta e disposta a aproveitar o dia da melhor maneira possível. São neste preciso momento 17h27 e ainda estou para fazer alguma coisa de se aproveitar e conseguir afirmar que este foi um dia produtivo. Não me levem a mal, já tratei da arrumação da casa, das refeições de hoje e de organizar os planos para os meus dias/ a minha semana. Ou pelo menos tentei esta última parte. No entanto começei a pensar no facto de que no dia 1 de Julho vou-me mudar de casa outra vez (contracto está assinado e depósito pago), para um local mais barato, mais espaçoso e privado (isto é, só meu). Apercebi-me de que o apartamento com quem dividia toda a minha vida (pessoal e não pessoal) não era suficiente para mim, muito pelo contrário dado o valor que estava a pagar por ele! Tinha de ter sempre em conta o pouco espaço que tinha para mim e ao final de alguns meses dei conta que estava a pagar o dobro ou mais do que a zona exigia por outros quartos. Depois continuei a pensar no facto de que no dia 15 de Julho a Heineken já me avisou que será o fim do meu contracto e como tal tenho de garantir trabalho noutro local qualquer, que neste momento não é a minha prioridade mas estou limitada a fazer quaisquer gastos excessivos, com receio de padecer no futuro. Como se não bastasse, continuei a pensar no facto de que se não tirar férias agora para visitar a minha família em Portugal, uma vez que o contracto acabe, tão cedo não conseguirei ir a Portugal pois não estarei no (suposto) "novo" emprego tempo suficiente para o merecer (legalmente). Não parando por aqui continuei a pensar que o melhor período para ir de férias seria precisamente no fim do contracto com a Heineken e no início da minha mudança para o novo espaço. Como o período de férias seria no início da mudança e durante mais de 15 dias, tenho (por obrigação) de notificar o senhorio do estúdio da "longa" ausência. Como se não bastasse os meus seguros renovam todos no mês de Junho, excelente altura para gastar dinheiro, não acham? E estas são as minhas grandes preocupações de momento. Ah! Pois, ia-me esquecendo de mencionar que o separamento dos meus pais também me anda a encher um bocado a cabeçinha. Pelo que é tudo junto sabem, tudo junto.. No entanto não me posso queixar de uma coisa, é facto. Que nunca me falte saúde, pois é essa que me mantem de cabeça erguida (literalmente). A ver se consigo retomar à escrita, pois ainda é isto que me dá alegria à Vida.

Friday, 13 May 2016

Dia bem agitado, mas com um sorriso nos lábios

A semana foi stressante, dramática e repleta de coscuvilhice. Na maioria dos dias cheguei a esquecer do que tinha de fazer antes de chegar a casa, tal era o stress à flor da pele.Cheguei a pensar várias vezes, hoje correu mal amanhã correrá melhor. Cheguei várias vezes a casa com vontade de ir directamente para a cama e sem vontade nenhuma de jantar, tal era revolta e o conflito no meu interior. Ontem disse o mesmo para comigo, o dia correu mal, não tinha expectativa nenhuma nem força para enfrentar outro dia, mas pensei para comigo, a vida é demasiado curta para vivê-la miseravelmente. Pelo que dei algumas palmadas nas minhas ricas bochechas e disse para comigo, hoje nada, mas é que nada mesmo vai escurecer o meu dia! Nem que para isso tenha de contrariar o clima. E assim foi. Cheguei toda contente ao trabalho, como sempre o faço. Pois não admito que o meu humor (seja ele negativo) afecte a minha relação com as pessoas quer no trabalho quer em casa (ou pelo menos tento), pelo que o meu dia-a-dia é sempre com um sorriso nos lábios. Pode ser uma máscara, mas é uma máscara "that keeps me going" como se costuma dizer em Inglês (e cá estou eu mais uma vez a recorrer ao Inglês por falta de uma expressão mais Portuguesa!). Desejei bom dia a toda a gente, como sempre faço e o meu dia foi-se desenrolando. Algumas questões surgiram entre membros de equipa, telefonemas com pessoas maravilhosas no outro lado da linha, que por mais má que a notícia fosse do meu lado a minha voz animada acabava por manter a notícia mais amigável e a relação mais divertida. Foi um dia stressante pois envolveu várias acções - investigação, pressão e respostas, muitas respostas! Mas é disto que gosto. Ocupação, desafios, responsabilidade. Coisa que infelizmente naquele escritório, sim no escritório no qual já trabalho ha quase um ano com a Heineken e que (in)felizmente está quase a terminar (não por escolha própria), nao existe. As pessoas não estão ocupadas o suficiente, não têm demasiadas responsabilidades e quando não há mais nada que fazer há que irritar o vizinho do lado. E infelizmente é isso que acontece, mais vezes do que aquelas que (não) gostaria de contar. Mas é assim mesmo. A vida é mesmo assim, repleta de personalidades distintas que geram conflitos entre si, e só dessa forma é normal. De outra forma talvez fosse aborrecido, mas confesso que prefiro os dias anormais, aos normais!

Thursday, 12 May 2016

Parece que ando a desaprender a falar Português

Sim, eu sei - antes demais deveria começar por explicar o meu inexplicável desaparecimento. Mas a verdade é que não sei como o fazer. Não sei por onde começar nem sei se quero de todo voltar a rebobinar tudo o que já foi rebobinado. E como tal vou começar por explicar como perdi/ ando a perder a noção de falar em Português. Claro que não é um completo destorcer da Língua, mas sem dúvida que há uma diferença entre o meu Português e o Português da minha irmã por exemplo, lá isso há. Da mesma forma que há uma diferença entre o meu Inglês e o Inglês da minha irmã, por exemplo. Expressões tão comuns em Português são para mim um obstáculo complicado de ultrapassar na Língua Inglesa, mas mais complicado do que as expressões Portuguesas, são palavras tão simples como "obstáculo" que para ter a certeza absoluta de que estou a soletrar bem tenho de fazer uma pequena pesquisa para garantir de que não me embaraço, ou palavras como soletrar que rapidamente a palavra "spell" vem-me à cabeça mas o "soletrar" não há maneira de sair. É como se todo o meu cérebro estivesse confuso e não consegue distinguir entre a Língua secondária e a Língua Materna. É um frustração diária, confesso. Especialmente quando falo com a minha família em Portugal, pois sinto-me completamente aparvalhada com o absurdo do Português com que o meu Português sai da minha boca/ dos meus dedos. Ou talvez seja apenas mais uma das minhas muitas complicações que já vem com o próprio cérebro e não há meio de mudar por mais frustrante que seja. Mas com certeza não há-de ser nada. Esperemos. Mais alguém que tenha passado por esta experiência? Isto é, de viver num país diferente do de origem e sentir que as palavras do nosso vocabulário de origem simplesmente começam a desaparecer do nosso vocabulário normal e passam a ser substituídas por palavras que já não fazem parte da nossa Língua Materna ou serei só eu a alminha sem qualquer noção? A verdade é que quero recuperar a originalidade do nosso Português, do meu Português e como tal vou tentar traduzir todo o meu blog para Português (isto é a base) pois este é o único espaço que uso como meu diário pessoal e como tal quero-o fazer dedicado apenas à Língua Portuguesa. E também irei recorrer ao meu portátil de origem (com teclado Portugês) para poder escrever correctamente. Claro que este pequeno à parte pode não ser a 100% até porque a partir do dia 1 de Julho não vou ter total acesso a este portátil e como tal escrever completamente (e correctamente) em Português será mais complicado.... Parece-me que já estou a começar a divagar um pouco e como tal Até Já!
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