Sunday, 22 May 2016

O ciúme

Não é a primeira vez que me deixo levar por este sentimento e que no fundo me engana e me leva a agir quando devia estar quieta. Apesar de sentir que ando a crescer a nível de segurança e auto-estima, o ciúme ainda é uma grande falha na minha personalidade. Não crio cenas do nada, muito menos em público. Os ataques de ciúme aparecem especialmente quando me apercebo que o parceiro tem gosto em sentir-se desejado. O que sinceramente não o culpo na totalidade. Afinal de contas quem não gosta de se sentir desejado? Não sou hipócrita e embora desconheça qualquer tipo de interesse em mim, é possível que exista sim da mesma forma que existe nele. Seja como for apesar dos esforços para manter o ciúme de lado a minha expressão facial denuncia-me sempre. Certa vez um professor disse mesmo, a minha expressão facial é como um livro aberto. Só não percebe quem não quer. E infelizmente a maioria dos desentendimentos devem-se por eu não conseguir esconder o ciúme. E como tal tenho lido bastantes artigos para poder evitar ser este tipo de pessoa, pois só me estou a magoar a mim mesma e à pessoa que amo. Mas acima de tudo estou a causar dano na relação. Está certo que o meu ciúme não é tão grave quando comparando com outras pessoas, mas ainda está lá e eu não gosto. Não gosto de saber que existe esta fraqueza em mim, esta dependência. Pelo que vou trabalhar nos seguintes passos propostos pela seguinte fonte de crédito.

Neste artigo específico o escritor é da opinião que o sentimento é mais comum do que as pessoas julgam, porém este sentimento não é de todo mais forte do que a nossa força de vontade. Sugere até que controlar o ciúme é mais fácil do que julgamos. Não duvido, mas tem sido uma tarefa um tanto ou quanto complicada. Embora como já referi anteriormente sem dúvida não me considero o pior dos casos. Muito pelo contrário tenho lutado muito para não me deixar levar por este sentimento e tenho conquistado bastante com isto, infelizmente a minha expressão facial é no qual ainda tenho muito de trabalhar.

Passos a concordar/ trabalhar:-  

1) Aprenda com o passado. Fazemos e reconhecemos os erros do passado para não voltar a cometê-los, nem no presente, nem no futuro, por isso, se o facto de ser ciumento já vem de trás, está na altura de o travar. Se os ciúmes já prejudicaram uma ex relação, corre o risco disso voltar a acontecer. Será que esses ataques de ciúmes não estarão na base de uma vida amorosa atribulada? Ninguém quer viver uma relação assim, até porque não resolve nada, antes pelo contrário.

Minha opinião – Não concordo que os ataques de ciúme estão na base de uma relação atribulada, muito pelo contrário sou da opinião que o ciúme é criado com origem na nossa própria insegurança e enquanto não trabalharmos nela, vamos culpar sempre o outro. Uma forma de prevenir isto é assumir a responsabilidade dos nossos erros. Algo no qual tenho aprendido claro está com os erros do meu passado (do nosso passado).

2) Evite fazer filmes. Quem é ciumento tem a tendência de deturpar a realidade, ou seja, um pequeno gesto ou palavra é o suficiente para despertar os ciúmes mais loucos o que, por sua vez, desencadeia um verdadeiro “filme” na sua cabeça. É importante não deixar que a sua imaginação fomente os ciúmes de uma coisa que pode nem ser real. As pessoas mais ciumentas precisam de aprender a distinguir a realidade da ficção, simplesmente porque nem tudo o que parece é.

Minha opinião – Esta foi sem dúvida (e ainda é) um dos passos mais complicados de dominar. Embora é com grande orgulho que afirmo é possível. Durante o primeiro ano da nossa relação tudo era motivo para me sentir a explodir e por consequência discutir. Mas isso acaba quando nos apercebemos que cada um tem direito à sua privacidade. Sempre foi e sou da opinião que um casal é constituído por 3 elementos. Ele, Ela e o Casal. Para isso é preciso distinguir o espaço e o tempo que a relação investe entre os dois bem como individualmente. E é preciso entender que se eu mereço e tenho esse espaço, porque haveria de ser diferente com ele?!

3) Não exagere. Rodado o “filme”, os mais ciumentos têm a tendência de passar para a ação – discussões, acusações, vitimizações, agressões verbais e até físicas podem fazer parte de um ataque de ciúmes. Se deve pensar sempre duas vezes antes de reagir a qualquer provocação, no caso dos ciúmes, pense três. Será que vale realmente a pena?

Minha opinião – Não, não vale a pena. E este é mais um dos pontos no qual tenho de trabalhar com maior empenho. Pois ainda caio na asneira de responder. Não vale de todo a pena sentir-me mal ou sentir ciúme para com as pessoas com quem ele fala/ lida. E sabem porquê? Porque não faz diferença nenhuma, quer na relação quer no comportamento de cada um. A única diferença é que saímos os dois magoados e isso é algo que decididamente não está nos meus objectivos de uma relação feliz. 

4) Segunda opinião. Nem todas as pessoas sabem lidar bem com os ciúmes, até porque essa é uma emoção que faz parte da natureza humana. Se é o seu caso, e em vez de fazer cenas lamentáveis – e sobre as quais se vai arrepender mais tarde – procure um amigo(a) para desabafar as suas inseguranças e preocupações. É sempre bom ter a opinião de uma pessoa neutra, por isso, convide esse amigo(a) para sair convosco e peça-lhe para observar os vossos comportamentos e dizer da sua justiça: há ou não motivos para ciúmes? Lidou bem ou mal com a situação?

Minha opinião – Não sei até que ponto um amigo iria ajudar no meu caso, até porque os meus amigos estão em Portugal e os amigos dele estão, pelo que queiramos ou não admitir um amigo aqui estaria sempre em favor dele. E talvez até com razão. Mas simplesmente não consigo antever como é que um amigo nesta situação traria algum bem.

5) Respeito próprio. Quem sofre insistentemente com ciúmes tende a sentir-se com baixa auto estima e autoconfiança porque, ao sentir-se ameaçado com a possível perda do companheiro(a), culpa-se a si e desencadeia uma série de ataques pessoais: ou porque é muito gordo, magro, pouco interessante ou inteligente… Esse tipo de negatividade é uma chama para manter o espírito ciumento a arder, por isso, é necessário respeitar-se e fazer-se respeitar. Alguém que está extremamente seguro de si, não se sentirá ameaçado por o que quer que seja. Faça o que tiver de fazer para sentir-se sempre bem na sua pele.

Minha opinião – Concordo. Embora saiba admitir que neste momento ainda tenho muito trabalho a fazer em mim própria para que pare de assumir a culpa por algo que vá dar errado. Sim, a minha auto estima ainda é algo no qual tenho de trabalhar profundamente. E sem dúvida que uma auto estima elevada é meio caminho andado para uma relação bem sucedida.

6) Conversas a dois. A confiança e a comunicação representam o pilar de qualquer relação a dois e quando o primeiro é posto em causa, é preciso recorrer ao segundo, rapidamente. Em vez de fazer uma cena de ciúmes em frente aos amigos ou estragar aquela que estava a ser uma noite perfeita de regresso a casa no carro, respire fundo, analise a situação friamente e só depois (talvez até não seja má ideia dormir sobre o assunto) é que deve conversar com o seu companheiro(a). Sim, conversar e não confrontar ou gritar. Fale abertamente sobre aquilo que o incomodou e de como se sentiu. Certamente perceberá que afinal não foi nada e que não volta a acontecer ou melhor, a incomodá-lo.

Minha opinião – Sem dúvida algo no qual ainda tenho de trabalhar. Embora como já tenha referido antes não sou pessoa de criar cena de ciúmes em frente a todo o Mundo. Mas não sou pessoa de pensar com clareza quando tenho ataques de ciúmes. Aliás não descanso enquanto não passo a mensagem clara de que a culpa não é minha, quando todos sabemos que o é. Algo no qual tenho de trabalhar e talvez dormir sobre o assunto seja mesmo a solução. Mas é tão complicado para mim quando algo acontece, dormir sobre o assunto não dá resultado para mim, mas lá terei de forçar isto em mim. Prefiro isso a passar pelo rídiculo. 

7) Dê atenção à relação. Quem está obcecado em seguir cada passo e palavra do seu parceiro(a) dificilmente terá tempo ou paciência para se dedicar à relação em si. Mas afinal o objectivo de estarmos com outra pessoa não é para viver e sentir uma proximidade saudável e apaixonante? Para nos conhecermos cada vez melhor, para nos apoiarmos e fazer planos para o futuro? Para nos divertirmos? Então porque é que está a perder o seu precioso tempo a dois com ciúmes infundamentados? Se se dedicar tanto ao fortalecimento da relação como dedica aos ciúmes, essa palavra deixará de fazer parte do seu vocabulário.

Minha opinião – Concordo. Se dedicasse mais deste tempo preciso a valorizar a outra pessoa talvez o ciúme não existisse de todo. Ao invés estou mais preocupada a acusá-lo da mais irrelevante actividade. Não é que não dê atenção à relação de todo. Mas que não dou a 100%, lá nisso concordo. Mais um ponto no qual tenho de trabalhar.

3 comments:

  1. O ciúme não é de todo, um sentimento fácil de se ultrapassar... Eu não sou muito ciumenta, mas sinto ciúme, quem não sente ? Penso que a chave, talvez esteja na confiança, em confiarmos no nosso parceiro e com o tempo, com o fortalecer cada vez mais da relação, e da nossa confiança nele, este sentimento tem tendência a diminuir. Mas não é fácil e nem é de um dia para o outro.

    Um beijinho, Anna e obrigada pela tua visita ao meu cantinho :)
    * Já respondi ao teu comentário ;)

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    1. Mas no meu caso sou da opiniao que nao deveria ser falta de confianca, pois nao ha motivos para desconfianca. E no entanto e' isso mesmo. Falta de confianca. Como ultrapassar esta barreira como nao ha motivos para tal? Ainda tenho de trabalhar muito em mim :)
      Obrigada pelo carinho e pelas palavras. Serao com certeza a forca de que preciso para me manter firme aos meus objectivos.
      Obrigada e um beijinho grande :)

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    2. Outro beijinho para ti :)

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