Sunday, 19 June 2016

Desaparecida

A verdade é que mais uma vez me encontro desaparecida deste canto meu. Ando mais desaparecida do que aquilo que desejava, mas a verdade é que as preocupações são neste momento mais que muitas e resolveram actuar todas ao mesmo tempo, como se de um espectáculo se tratasse. O fim do contracto com a Heineken está mais próximo de que nunca. O dia 30 de Junho será o meu último dia nesta empresa (com o qual tanto aprendi, e nesse sentido estou para sempre grata), pois tenciono tirar os meus 11 dias de férias para passá-los com a minha família em Portugal (enquanto posso e me é permitido). O contracto na verdade acaba oficialmente no dia 15 de Julho e até esse dia receberei aquilo a que tenho direito e que me está em falta. Como se não bastasse no dia 1 de Julho mudo-me para um novo espaço. Um espaço só meu e do qual já assinei contracto para garanti-lo meu até ao próximo mês de Janeiro 2017. Como se não bastasse o seguro do carro renova agora no dia 21 de Junho e como se não bastasse os resultados da NIP já chegaram também. E não foram notícias famosas mas previsíveis, o que implica uma mudança na oferta do seguro do carro. Isto é, mais custos do que aqueles previstos. Enquanto tudo isto acontece, o dinheiro continua a fugir-me por entre os dedos e não há forma de me garantir um emprego antes de ir a Portugal. Confesso que ando a ficar stressada e ando a entrar em pânico com tudo isto e estou mais perto de arrancar os meus cabelos do que outra coisa qualquer coisa neste momento. MAS, é tentar manter a calma. Ver as coisas pelo lado positivo e tentar arranjar força onde ela não existe. Pois sejamos honestos, pois não sou hipócrita e eu também sei comparar-me a casos piores e reconhecer que realmente estou numa situação onde se justifica uma volta de 180º graus considerável e que tudo pode mudar. Há que acima de tudo manter o positivismo e a esperança lá no alto. Até lá, até a situação estar minimimante estável por estes lados, é capaz de acontecer o seguinte: das duas umas não me verem tão frequentemente por estas bandas, ou verem-me constantemente a queixar-me. E a esse nível não quero eu descer, pelo que sou capaz mesmo de me recatar por uns tempitos até a coisa mudar de figura. Coisa pouca, espero.

Saturday, 4 June 2016

Com os erros aprendemos

Aprendemos a ter o cuidado de não julgar o outro e aprendemos a não voltar a cometer o mesmo erro. Há coisa de duas semanas recebi um NIP (Notice of Intended Prosecution) no correio e tive vergonha de vir aqui partilhar com vocês este terrível erro cometido por mim e do qual não me orgulho nada. Quando recebi a carta senti-me tão nervosa que não sabia o que fazer. Um NIP é basicamente uma carta da Polícia a exigir dados de um condutor de um carro que excedeu o limite de velocidade numa determinada área e foi apanhado em câmera de laser. A condutora desse carro fui eu e sim fui apanha a exceder o limite de velocidade de um determinada zona. Não vou mencionar valores pois acho que não têm qualquer importância e nem me orgulho de tal erro, pelo que não vejo necessidade de o mencionar. Nesse mesmo dia, preenchi todos os meus dados que a carta exigia e no espaço de minutos foi entregar a carta aos correios. Preocupações destas são coisas que não tenciono manter nas minhas mãos por muito tempo, pelo que tive necessidade de me desfazer delas com a máxima urgência! Assim que cheguei a casa li tudo a respeito de violações deste caso, exemplos semelhantes cometidos por outros condutores, consequências, limites de velocidade, li tudinho a respeito deste assunto. E apesar de tudo espero que me ofereçam a oportunidade de participar num curso de consciência do excesso de velocidade. Apesar de ser um curso caro, é algo que me irá evitar pontos na carta de condução e irá de certa forma elucidar-me. E digo "de certa forma" pois a verdade é que já estou consciente o suficiente do erro que cometi. Com isto aprendi a não julgar os condutores que me rodeiam. Antes de receber a carta tinha tendência a "colar-me" ao carro da frente e na verdade a revoltar-me por o condutor da frente ir tão devagar. Com esta carta aprendi a reduzir a velocidade e a sentir-me talvez na posição daqueles condutores que se sentiam mal quando eu me "colava" à traseira deles. Isto porque hoje sou eu o condutor "lento" (mas que respeita os limites de velocidade) e a ter o cola atrás de mim (a exceder os limites de velocidade). E sabem o que aprendi? A não julgar e a saber lidar com essa pressão. E parecendo que não tenho notado que a minha condução tem sido menos agressiva e até a minha atitude como condutora é mais calma. Como se não bastasse aprendi também que para além de não julgar os outros, está em primeiro que tudo a segurança de todos na estrada e como tal há que respeitar os limites de velocidade. Eles estão lá por um motivo óbvio, a nossa segurança. A dos condutores e a dos peões. Pelo que sim, sinto um enorme embaraço em partilhar este pequeno episódio da minha vida com vocês, mas também sinto que as pessoas precisam deste pequeno alerta pois parecendo que não ainda há muito condutor ingênuo nas estradas e que anda com o "rei na barriga" como se costuma dizer (tal como eu). É preciso ter-se consciência de que tudo acontece a seu tempo.
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