Saturday, 4 June 2016

Com os erros aprendemos

Aprendemos a ter o cuidado de não julgar o outro e aprendemos a não voltar a cometer o mesmo erro. Há coisa de duas semanas recebi um NIP (Notice of Intended Prosecution) no correio e tive vergonha de vir aqui partilhar com vocês este terrível erro cometido por mim e do qual não me orgulho nada. Quando recebi a carta senti-me tão nervosa que não sabia o que fazer. Um NIP é basicamente uma carta da Polícia a exigir dados de um condutor de um carro que excedeu o limite de velocidade numa determinada área e foi apanhado em câmera de laser. A condutora desse carro fui eu e sim fui apanha a exceder o limite de velocidade de um determinada zona. Não vou mencionar valores pois acho que não têm qualquer importância e nem me orgulho de tal erro, pelo que não vejo necessidade de o mencionar. Nesse mesmo dia, preenchi todos os meus dados que a carta exigia e no espaço de minutos foi entregar a carta aos correios. Preocupações destas são coisas que não tenciono manter nas minhas mãos por muito tempo, pelo que tive necessidade de me desfazer delas com a máxima urgência! Assim que cheguei a casa li tudo a respeito de violações deste caso, exemplos semelhantes cometidos por outros condutores, consequências, limites de velocidade, li tudinho a respeito deste assunto. E apesar de tudo espero que me ofereçam a oportunidade de participar num curso de consciência do excesso de velocidade. Apesar de ser um curso caro, é algo que me irá evitar pontos na carta de condução e irá de certa forma elucidar-me. E digo "de certa forma" pois a verdade é que já estou consciente o suficiente do erro que cometi. Com isto aprendi a não julgar os condutores que me rodeiam. Antes de receber a carta tinha tendência a "colar-me" ao carro da frente e na verdade a revoltar-me por o condutor da frente ir tão devagar. Com esta carta aprendi a reduzir a velocidade e a sentir-me talvez na posição daqueles condutores que se sentiam mal quando eu me "colava" à traseira deles. Isto porque hoje sou eu o condutor "lento" (mas que respeita os limites de velocidade) e a ter o cola atrás de mim (a exceder os limites de velocidade). E sabem o que aprendi? A não julgar e a saber lidar com essa pressão. E parecendo que não tenho notado que a minha condução tem sido menos agressiva e até a minha atitude como condutora é mais calma. Como se não bastasse aprendi também que para além de não julgar os outros, está em primeiro que tudo a segurança de todos na estrada e como tal há que respeitar os limites de velocidade. Eles estão lá por um motivo óbvio, a nossa segurança. A dos condutores e a dos peões. Pelo que sim, sinto um enorme embaraço em partilhar este pequeno episódio da minha vida com vocês, mas também sinto que as pessoas precisam deste pequeno alerta pois parecendo que não ainda há muito condutor ingênuo nas estradas e que anda com o "rei na barriga" como se costuma dizer (tal como eu). É preciso ter-se consciência de que tudo acontece a seu tempo.

6 comments:

  1. O que tem de ser, tem de ser...
    Não é agradável quando isso acontece, mas as vezes necessário para consciencializar alguns aventureiros.
    beijinhos minha linda... mandei mail, recebeste?

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    1. Ola' minha querida.
      Precisamente e a licao esta' aprendida, disso nao hajam duvidas.
      Recebi pois, obrigada minha doce pela resposta. Mas perdoa-me, a minha cabeca tem andado numa autentica tempestade conflituosa, pelo que levarei o meu tempo a responder, mas responderei :)
      Um beijinho enorme com muito carinho.

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  2. estamos sempre a aprender :)

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  3. São coisas que acontecem, querida Anna. O importante é mesmo aprendermos com os nossos erros.

    Um beijinho para ti :)

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    1. Pois são querida Cláudia, mas fosse eu um pouquinho mais inteligente, não teria cometido o erro em primeiro lugar. Mas a lição está de facto aprendida e não se volta a repetir. Um beijinho enorme para ti também :)

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